10/Jul/2026
A diversificação de destinos da carne de aves do Brasil permitiu ao País manter o desempenho das exportações mesmo com os conflitos no Oriente Médio. A capilaridade da base de parceiros comerciais do setor avícola nacional tem permitido ao País contornar restrições logísticas e geopolíticas. No balanço do primeiro semestre, os destaques são sobretudo os avanços expressivos das vendas ao Japão (+21,2%) e à África do Sul (+38,3%) na comparação com o mesmo período de 2025. Aos Emirados Árabes Unidos houve retração dos embarques no primeiro semestre de 2026, o que esteve associada aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que comprometeu o tráfego no Estreito de Ormuz.
A todos os destinos, de acordo com levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras de carne de frango (produtos in natura e processados) somaram 2,9 milhões de toneladas nos primeiros seis meses de 2026, patamar recorde para a série histórica da Secretaria, iniciada em 1997. O volume embarcado representou alta de 12,9% frente às 2,6 milhões de toneladas comercializadas no mesmo período do ano anterior.
Em junho, o Brasil exportou 482,8 mil toneladas de carne de frango, 5,3% menos em relação a maio. "Ainda assim, o volume exportado em junho ficou 40,6% acima do verificado no mesmo mês de 2025. Cabe contextualizar que junho de 2025 correspondeu ao período de maior restrição aos embarques brasileiros, em razão do caso de Influenza Aviária registrado em uma granja comercial no Rio Grande do Sul, tendo sido o mês de menor desempenho exportador daquele ano.
No acumulado de janeiro a junho de 2026 a China manteve-se como principal destino das exportações brasileiras de carne de frango, com 285,4 mil toneladas embarcadas, volume 24,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025 (228,6 mil toneladas). O Japão figurou na segunda posição, com 243,9 mil toneladas (+21,2% na comparação anual), seguido pela Arábia Saudita, com 213,8 mil toneladas (+5,8%). Os Emirados Árabes Unidos ocuparam o quarto lugar, com 211,9 mil toneladas (-8,3%), e a África do Sul completou o grupo dos cinco maiores compradores, com 185,3 mil toneladas (+38,3%). Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.