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14/Jul/2026

Boi: preços estáveis com baixa liquidez no mercado

O mercado físico do boi gordo registra baixa liquidez e cotações praticamente estáveis, refletindo a postura cautelosa de frigoríficos e pecuaristas. A expectativa para a segunda quinzena do mês é de aumento da pressão sobre os preços, diante da desaceleração sazonal do consumo de carne bovina no mercado interno. Ao mesmo tempo, os frigoríficos voltados à exportação reduzem o ritmo de formação de estoques destinados aos embarques para a China, considerando que a cota prevista pelo país asiático para o Brasil deverá ser atingida em breve. O mercado segue pressionado por fatores de oferta e demanda: enquanto os frigoríficos mantêm compras restritas, os pecuaristas permanecem resistentes às referências de preços oferecidas.

O consumo doméstico enfraquecido também continua limitando uma recuperação mais consistente das cotações. Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 326,30 por arroba. Há interesse de compra por parte da indústria, mas os frigoríficos encontram dificuldades para completar as escalas de abate devido à baixa oferta de bovinos por parte dos pecuaristas, contribuindo para a estabilidade dos preços. No Pará, a menor oferta de bovinos sustenta a firmeza das cotações, com negócios entre R$ 310,00 e R$ 320,00 por arroba, embora em pequenos lotes. As escalas de abate variam entre dois e dez dias. Em Minas Gerais, o boi gordo está cotado a R$ 312,28 por arroba e em Mato Grosso do Sul, R$ 332,42 por arroba. Em São Paulo, no atacado, a carcaça casada de boi é negociada a R$ 23,75 por Kg, com perda acumulada de 1,21% no mês. A carcaça casada da fêmea está cotada a R$ 21,99 por Kg, com recuo acumulado de 1,04% no mês.