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16/Jul/2026

Suíno Vivo: preços têm leve alta na parcial de julho

O poder de compra do suinocultor de São Paulo frente aos principais insumos utilizados na atividade (milho e farelo de soja) vem registrando pequenas quedas nesta parcial de julho frente ao mês anterior. Frente ao derivado de soja, é a quarta baixa consecutiva e o menor patamar desde janeiro de 2024. Na comparação com o milho, o poder de compra é o mais baixo desde janeiro de 2023. Os preços do suíno vivo, do milho e do farelo registram pequenos aumentos neste mês em São Paulo, mas as altas são um pouco mais intensas para os insumos, pressionando o poder de compra. Na região produtora de São Paulo (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o preço do suíno vivo posto na indústria tem média de R$ 5,27 por Kg na parcial deste mês, pequena elevação de 0,4% frente à média de junho.

Enquanto a oferta de suínos segue elevada neste mês, o que tem impossibilitado valorizações mais significativas, a demanda pela carne suína na ponta final do mercado está mais aquecida. Para a segunda metade de julho, contudo, deve haver retração na procura pela proteína, tendo em vista o menor poder de compra da população. A valorização do suíno vivo neste mês interrompe uma sequência de seis meses de baixa. Ainda assim, a desvalorização em relação a dezembro/25 é de fortes 40%, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI de jun/26). Quanto ao milho, a média do Indicador ESALQ/BM&F na parcial deste mês está em R$ 64,30 por saca de 60 Kg, alta de 1% frente a junho.

O aumento nos preços externos e o menor ritmo de colheita no Brasil explicam o avanço. Em relação ao farelo de soja, a demanda nos mercados nacional e internacional é firme e a postura dos produtores está retraída no spot. Como consequência, o derivado da soja comercializado nos lotes de Campinas (SP) apresenta valorização de 0,8% neste mês frente a junho, com média de R$ 1.681,47 por tonelada. Assim, o suinocultor pode adquirir, neste mês, 4,92 Kg de milho ou 3,13 Kg de farelo de soja com a venda de 1 Kg do suíno vivo, recuos de 0,6% e de 0,4% frente a junho. Nos últimos sete dias, especificamente, os preços do suíno vivo registram movimentos distintos dentre as regiões, como consequência das condições locais de oferta e demanda.

Na região produtora de São Paulo, o suíno vivo posto na indústria é negociado a R$ 5,21 por Kg, queda de 2,1% nos últimos sete dias. Em Arapoti (PR), o valor do suíno apresenta alta de 1,2% no mesmo comparativo, com média de R$ 5,26 por Kg. Em São Paulo, no atacado, o preço da carcaça registra recuo, enquanto os cortes estão em alta. A carcaça especial suína é comercializada a R$ 8,45 por Kg, retração de 1,8% nos últimos sete dias. O valor do lombo registra alta de 5,5% no mesmo período, com média de R$ 16,67 por Kg. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.