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17/Jul/2026

Pescado mantém acesso aos EUA sem nova tarifa

A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) avaliou de forma positiva a decisão do governo dos Estados Unidos de incluir os pescados brasileiros na lista de exceções das novas tarifas de importação. A medida preserva o acesso ao principal mercado externo do setor e mantém a expectativa de crescimento das exportações brasileiras em 2026. A associação projeta expansão de aproximadamente 10% nas exportações de pescados em 2026 na comparação com 2025. A estimativa é sustentada principalmente pelo avanço da tilapicultura e pelo aumento das vendas externas de produtos com maior valor agregado.

A manutenção dos pescados brasileiros entre os produtos isentos da nova tarifa evidencia a importância do abastecimento brasileiro para o mercado norte-americano e contribui para preservar a competitividade da cadeia produtiva no principal destino das exportações do setor. A entidade atribui o resultado ao trabalho conjunto realizado com o National Fisheries Institute (NFI), organização representativa do setor pesqueiro nos Estados Unidos, e com empresas importadoras norte-americanas, além da atuação coordenada junto ao governo brasileiro durante as discussões sobre as medidas comerciais. Apesar da exclusão dos pescados da nova tarifa, a Abipesca manifesta preocupação com os impactos das medidas sobre outras cadeias produtivas brasileiras afetadas pelas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos.

A entidade continuará atuando em cooperação com a indústria e com o governo brasileiro nas negociações relacionadas ao comércio bilateral entre os dois países. O governo dos Estados Unidos manteve os principais produtos da tilápia brasileira destinados ao mercado norte-americano fora da sobretaxa adicional de 25% prevista na investigação conduzida com base na Seção 301. A medida entra em vigor em 22 de julho de 2026 e preserva a competitividade do principal item da pauta de exportações da piscicultura brasileira para aquele mercado. De acordo com a regulamentação, permanecem isentos da tarifa adicional o filé fresco de tilápia e a tilápia inteira, tanto congelada quanto resfriada.

O filé de tilápia congelado, por sua vez, não foi incluído na lista de exceções e estará sujeito à incidência da sobretaxa de 25%. A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) avalia que a decisão representa um resultado favorável para a cadeia produtiva, uma vez que o filé fresco concentra a maior parte das exportações brasileiras de tilápia destinadas aos Estados Unidos. Nos últimos anos, esse produto ampliou sua participação no mercado norte-americano em razão da qualidade, da regularidade do abastecimento e da consolidação da confiança junto aos importadores.

A manutenção do filé fresco fora da nova tarifa preserva a competitividade da tilápia brasileira, amplia a previsibilidade para os exportadores e cria condições mais favoráveis para a expansão das vendas ao mercado norte-americano. A Peixe BR também destaca que a continuidade das exportações sem a incidência da tarifa adicional fortalece a segurança jurídica para as empresas do setor e abre espaço para a ampliação da participação da tilápia brasileira nos Estados Unidos. A entidade atribui esse resultado ao trabalho conjunto desenvolvido por empresas brasileiras e parceiros comerciais norte-americanos durante o processo de discussão das medidas tarifárias. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.