ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

17/Jul/2026

Frango perde competitividade ante concorrentes

Em São Paulo, no atacado, os preços das carnes bovina (carcaça casada), suína (carcaça especial) e do frango (resfriado) estão em queda na parcial de julho, o que reduziu a competitividade da proteína de frango frente às demais. No caso do frango resfriado, pode-se citar a demanda mais fraca em julho, devido às férias escolares, e os estoques elevados da indústria. A carne é negociada neste mês à média de R$ 6,84 por Kg, com desvalorização de 0,3% em relação a junho. A carcaça casada bovina registra desvalorização de 3,4%, com média de R$ 23,75 por Kg.

Para o suíno, embora a demanda por cortes esteja um pouco mais aquecida, a oferta da carcaça especial está maior, resultando em desvalorização de 0,3% ante junho, com média de R$ 8,55 por Kg na parcial deste mês. Nesse cenário, a diferença entre os preços da carcaça bovina e da proteína avícola registra média de R$ 16,91 por Kg em julho, queda de 4,5% em relação à de junho. Quanto à carcaça suína, a diferença atual está em R$ 1,71 por Kg, 0,1% abaixo da registrada no mês anterior. Em julho do ano passado, o diferencial entre os preços do frango resfriado e das demais carnes estava em R$ 14,24 por Kg para a carcaça bovina e em R$ 5,33 por Kg para a suína, em termos reais (dados deflacionados pelo IPCA de junho/26).

Isso mostra que, em um ano, enquanto a competitividade do frango frente à proteína bovina subiu 18,8%, em relação à suína, houve baixa de 68%. A perda de competitividade do frango frente ao suíno em um ano se deve à desvalorização da carcaça suína. O produto acumula baixa de 33,2% na comparação com julho/25. Em relação à comparação com a carne bovina, as mudanças nas cotações reais das proteínas justificam o aumento de competitividade: em um ano, a carcaça bovina se valorizou 9,4%, enquanto o preço do frango resfriado caiu 8,5%. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.