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17/Jul/2026

Boi: UE pode suspender compras de carne brasileira

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) avalia que existe elevado risco de o Brasil deixar de exportar carne bovina para a União Europeia a partir de 3 de setembro, caso não haja avanço nas negociações entre os governos brasileiro e europeu. A entidade considera 2026 um ano desafiador para a indústria de carnes, diante das restrições comerciais envolvendo importantes destinos internacionais. Além das incertezas no mercado europeu, o setor enfrenta limitações relacionadas às exportações para a China, que passaram a depender de cotas. A eventual retirada do Brasil da lista de fornecedores de proteínas animais da União Europeia representa um impacto relevante para a cadeia exportadora.

A entidade solicitou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em conjunto com a Associação Brasileira da Proteína Animal (ABPA), a adoção de medidas relacionadas ao uso de antimicrobianos na criação pecuária como alternativa para atender às exigências europeias e possibilitar o retorno do Brasil à lista de exportadores autorizados ao bloco. O pedido está em análise pelo Ministério da Agricultura, que conduz discussões com representantes de diferentes segmentos da cadeia produtiva para avaliar uma solução. A proposta enfrenta resistência de produtores rurais, que são contrários à adoção de novas restrições ao uso de antimicrobianos na atividade pecuária. A União Europeia respondeu por 5% do volume e do valor das exportações brasileiras de carne bovina em 2025.

Apesar da participação relativa menor em comparação com outros destinos, o mercado europeu possui relevância estratégica por concentrar compras de cortes de maior valor agregado e exercer influência sobre a formação de preços no mercado interno brasileiro. Decisões da União Europeia possuem impacto internacional, afetando relações comerciais com outros mercados da Ásia e das Américas, devido ao peso regulatório e à influência do bloco sobre padrões sanitários e ambientais. A entidade acompanha as negociações conduzidas pelo governo brasileiro com a União Europeia e mantém expectativa de construção de uma solução que permita a continuidade do fluxo comercial. O setor também vem realizando reuniões com representantes da cadeia produtiva para buscar uma estratégia conjunta diante das exigências internacionais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.