17/Jul/2026
O mercado físico do boi gordo segue com negociações pontuais, escalas de abate confortáveis e pressão limitada sobre as cotações, em um cenário marcado pela oferta restrita de bovinos terminados e pelo desempenho positivo das exportações de carne bovina. A menor disponibilidade de bovinos prontos para o abate tem reduzido o espaço para quedas mais intensas da arroba, apesar da dificuldade da indústria em repassar integralmente os preços da carne ao varejo. A retração observada nas cotações do boi gordo e a menor capacidade de transferência dos valores da proteína para o consumidor final restringem o ritmo dos negócios.
Em contrapartida, a oferta mais ajustada de bovinos terminados e a firmeza dos embarques externos continuam dando sustentação ao mercado. Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 330,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 310,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 322,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 333,00 por arroba a prazo. Parte das indústrias segue fora das compras, enquanto os frigoríficos em atividade mantêm suas referências. As escalas de abate atendem, em média, a seis dias, e a retenção de oferta, principalmente de fêmeas, contribui para a valorização da vaca gorda.
Em Mato Grosso, o boi gordo está cotado a R$ 321,65 por arroba; na Bahia, a R$ 306,60 por arroba; em Goiás, a R$ 314,97 por arroba; e em Minas Gerais, a R$ 312,62 por arroba. Em São Paulo, no atacado, a dificuldade de repasse dos preços ao varejo continua restringindo a evolução dos negócios. Ainda assim, a combinação de oferta mais enxuta e exportações aquecidas contribui para maior sustentação dos preços da arroba. A carcaça casada do boi está cotada a R$ 23,55 por Kg e a carcaça casada da vaca, a R$ 21,80 por Kg.