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20/Jul/2026

Leite: custos de produção praticamente estáveis

O Custo Operacional Efetivo (COE) do sistema leiteiro apresentou estabilidade em junho, com alta de 0,24% na “Média Brasil” (Goiás, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina). No acumulado do primeiro semestre de 2026, o indicador registra avanço de 2,04%. Entre as regiões acompanhadas, os maiores aumentos nos custos ocorreram na Bahia, com alta de 3%, Goiás (+2,6%), São Paulo (+2,56%) e Minas Gerais (+2,5%). No Paraná, a elevação foi mais moderada, de 1,31%. Em contrapartida, Santa Catarina encerrou o semestre praticamente estável, enquanto o Rio Grande do Sul foi o único Estado a registrar redução no COE, de 0,35%. Entre os componentes dos custos de produção, o grupo de concentrados apresentou valorização de 0,88% na Média Brasil em junho, influenciado principalmente pelos reajustes registrados em Minas Gerais (+1,64%) e São Paulo (+2,28%). Nas demais regiões, o comportamento foi mais equilibrado, com Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul apresentando quedas inferiores a 1% no período.

Apesar da redução nos preços das principais matérias-primas utilizadas na fabricação de rações, com o milho em grão recuando 2,93% e o farelo de soja diminuindo 1,6%, o início do período seco elevou a demanda por concentrados em razão da menor disponibilidade e qualidade das pastagens. Esse movimento limitou o impacto da queda dos insumos básicos e sustentou os preços das rações. O grupo de suplementos minerais e proteicos também registrou pressão de alta, com avanço de 3,33% na Média Brasil. A menor oferta de forragem durante o período seco ampliou a necessidade de suplementação do rebanho, elevando a procura por esses produtos. Além disso, a valorização do dólar frente ao Real contribuiu para o aumento dos custos de parte das matérias-primas utilizadas pela indústria. No grupo de insumos agrícolas, a sazonalidade do período seco influenciou o comportamento dos preços. A redução das operações de adubação e correção de solo em diversas propriedades diminuiu a demanda por fertilizantes e corretivos, favorecendo a estabilidade da categoria, que apresentou queda de 0,22% na Média Brasil em junho.

Os custos com operações mecanizadas recuaram 1,59% no mês, refletindo as medidas adotadas pelo governo federal para redução dos preços dos combustíveis, especialmente do diesel, principal componente das despesas relacionadas à mecanização das atividades. Na relação de troca, o produtor de leite precisou de 24,65 litros de leite para adquirir uma saca de 60 kg de milho em junho, volume 3,58% inferior aos 25,56 litros necessários em maio. A melhora no poder de compra ocorreu devido à estabilidade do preço do leite, que avançou 0,12% no período, para R$ 2,66 por litro, combinada à queda de 3,46% no preço do milho, para R$ 65,60 por saca de 60 Kg. Apesar da melhora mensal, a relação de troca permaneceu abaixo da registrada nos últimos 12 meses, quando eram necessários, em média, 28,5 litros de leite para a aquisição de 1 saca de 60 Kg de milho. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.