21/Jul/2026
O governo brasileiro ativou o Banco Nacional de Antígenos para resposta emergencial à febre aftosa, incorporando a estrutura à estratégia nacional de defesa agropecuária. A entrega ocorreu na unidade industrial da Biogénesis Bagó, em Garín, na Argentina, no dia 17 de julho, conforme informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O Banco Nacional de Antígenos fortalece a capacidade de resposta do Brasil diante de eventuais emergências sanitárias e contribui para a manutenção do reconhecimento do País como livre de febre aftosa sem vacinação, status concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em maio de 2025, considerado o mais elevado nível sanitário para a enfermidade.
A preservação desse status depende de vigilância permanente, planejamento e capacidade de resposta rápida frente a possíveis ocorrências sanitárias. Com a ativação do banco, o Brasil passa a dispor de uma estrutura que amplia a capacidade de atuação em eventuais emergências, permitindo respostas mais rápidas e eficientes caso seja necessário. O Banco Nacional de Antígenos manterá armazenados, sob elevados padrões de segurança, antígenos dos sorotipos de interesse para o Brasil. Em caso de necessidade, esses insumos possibilitam o início da produção emergencial de vacinas em prazo reduzido, funcionando como uma reserva estratégica para situações excepcionais.
A medida reduz riscos sanitários, fortalece a proteção da pecuária nacional e contribui para minimizar impactos sobre o comércio internacional. A iniciativa foi desenvolvida por meio de parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Biogénesis Bagó. O ministério ressaltou que os bancos de antígenos constituem uma das principais ferramentas de preparação adotadas por países reconhecidos como livres de febre aftosa sem vacinação. Diferentemente das vacinas prontas, que possuem prazo de validade limitado, os antígenos podem permanecer armazenados por longos períodos e ser utilizados para viabilizar rapidamente a produção de vacinas em caso de necessidade. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.