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21/Jul/2026

Boi: Brasil lidera na exportação de carne para China

A China já utilizou 56,94% da cota anual de importação de carne bovina in natura prevista para 2026, com o Brasil mantendo a liderança entre os fornecedores do mercado asiático. Dados do Ministério do Comércio da China (MOFCOM) e da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) indicam que o país desembaraçou 1,530 milhão de toneladas da proteína entre janeiro e junho, de um limite global de 2,688 milhões de toneladas. O Brasil respondeu pela maior parcela das importações chinesas no período, com 872.214 toneladas de carne bovina desembaraçadas nos portos do país asiático, volume equivalente a 56,99% das compras totais chinesas no primeiro semestre e a 78,86% da cota anual brasileira, fixada em 1,106 milhão de toneladas.

Entre os principais fornecedores, a Argentina ocupou a segunda posição, com 239.540 toneladas embarcadas no período, seguida pela Austrália, com 205.588 toneladas, Uruguai, com 82.359 toneladas, e Nova Zelândia, com 59.554 toneladas. A Austrália foi o primeiro grande exportador a atingir o limite anual destinado ao mercado chinês. Até junho, os desembaraços australianos alcançaram 100,29% da cota de 205 mil toneladas, fazendo com que os volumes excedentes passassem a ser submetidos à tarifa adicional de 55% prevista no mecanismo de salvaguarda adotado pela China. Oficialmente, o Brasil ainda possui cerca de 233,8 mil toneladas disponíveis dentro da cota anual.

No entanto, representantes do setor avaliam que o limite pode já ter sido atingido na prática, considerando cargas embarcadas e ainda em trânsito para os portos chineses. O mecanismo de controle da China considera a data de desembaraço da mercadoria, e não o momento do embarque no país exportador. A Argentina utilizou 46,88% da cota anual de 511 mil toneladas, enquanto o Uruguai preencheu 25,42% do limite de 324 mil toneladas e a Nova Zelândia utilizou 28,91% da cota de 206 mil toneladas. Os Estados Unidos tiveram participação reduzida no mercado chinês, com 876 toneladas desembaraçadas no primeiro semestre, equivalentes a 0,53% da cota anual de 164 mil toneladas. Os demais países exportadores, reunidos na categoria Outros, utilizaram 40,88% da cota conjunta de 172 mil toneladas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.