22/Jul/2026
A União Europeia não pretende flexibilizar as exigências sanitárias para a retomada das exportações brasileiras de carne e demais produtos de origem animal ao bloco. A posição foi reafirmada pelo embaixador da Irlanda no Brasil, Martin Gallagher, cujo país exerce a presidência rotativa do Conselho da União Europeia. Segundo o diplomata, a retirada do Brasil da lista de países habilitados a exportar esses produtos decorreu de uma decisão de caráter técnico, baseada no descumprimento das normas europeias relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal. As exigências regulatórias, de acordo com a União Europeia, são conhecidas pelo governo brasileiro há vários anos e caberia ao País implementar mecanismos capazes de comprovar o atendimento aos padrões sanitários estabelecidos pelo bloco. A suspensão das exportações brasileiras de carne e produtos de origem animal para a União Europeia entra em vigor em 3 de setembro. Apesar de manter o diálogo com o Brasil, o bloco europeu reiterou que a permanência na lista de países habilitados depende do cumprimento integral dos requisitos sanitários e regulatórios vigentes. O tema amplia os desafios para o setor exportador brasileiro, que busca adequar seus sistemas de controle sanitário às exigências internacionais, em um momento de crescente rigor regulatório por parte dos principais mercados importadores. Fonte: G1. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.