22/Jul/2026
A manutenção da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos da reciclagem animal deverá afetar um dos principais mercados de exportação do setor brasileiro. Após analisar os códigos tarifários divulgados pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), a Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra) informou que o sebo bovino e as farinhas de origem animal permaneceram fora da lista de exceções, permanecendo sujeitos à sobretaxa. O impacto é expressivo porque os Estados Unidos respondem por 42% da receita obtida com as exportações brasileiras de produtos da reciclagem animal.
O sebo bovino representa o principal item comercializado com aquele mercado. Em 2025, o Brasil exportou 424 mil toneladas de produtos da reciclagem animal para os Estados Unidos, das quais 389 mil toneladas corresponderam ao sebo bovino, equivalente a 91,8% do volume embarcado para o país. A própria indústria norte-americana depende desse insumo. Em 2025, os Estados Unidos importaram 1,07 milhão de toneladas de sebo bovino, volume correspondente a 83% de todas as importações de gorduras animais realizadas pelo país. No primeiro trimestre de 2026, essa participação aumentou para 88%, evidenciando a relevância do produto brasileiro para o abastecimento da cadeia industrial norte-americana.
A manutenção da tarifa reduz a competitividade dos produtos brasileiros frente aos concorrentes internacionais e cria barreiras para uma cadeia considerada estratégica para ambos os países. A entidade continuará atuando junto ao governo federal nas negociações comerciais com os Estados Unidos para buscar a exclusão dos produtos da reciclagem animal do escopo das tarifas adicionais, de forma a restabelecer condições competitivas para as exportações brasileiras. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.