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23/Jul/2026

Boi: China atingiu 80% da cota destinada ao Brasil

A Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) informou oficialmente nesta terça-feira (21/07), que as importações de carne bovina provenientes do Brasil atingiram 80% da cota anual de 1,106 milhão de toneladas estabelecida para 2026. O governo chinês também comunicou que, após o preenchimento integral da cota, será aplicada uma sobretaxa de 55% sobre a tarifa de importação vigente, com início no terceiro dia após o esgotamento do limite anual. O sistema de cotas por país exportador e a aplicação da sobretaxa foram implementados pela China no início de 2026 como parte de medidas de salvaguarda destinadas à proteção do mercado doméstico.

Caso a cota brasileira seja integralmente utilizada, os embarques passarão a estar sujeitos à sobretaxa de 55%, além da tarifa de importação de 12% e do tributo interno chinês de 9%. A indústria exportadora brasileira avalia que essa tributação adicional compromete a viabilidade econômica das exportações de carne bovina para o mercado chinês. O comunicado oficial confirma o ritmo acelerado de utilização da cota brasileira, cujo volume foi fixado em 1,106 milhão de toneladas para 2026, aproximadamente 35% inferior às 1,7 milhão de toneladas exportadas pelo Brasil para a China em 2025. O patamar de 80% da cota era considerado um marco estratégico pelo setor exportador para a interrupção dos embarques destinados ao mercado chinês, com o objetivo de evitar que as cargas desembarquem no país após o esgotamento do limite anual e fiquem sujeitas à sobretaxa.

Exportadores estimam que o volume da cota já tenha sido ultrapassado no início deste mês, considerando os embarques em trânsito marítimo, as cargas que aguardam desembaraço aduaneiro e aquelas ainda pendentes de contabilização oficial pelas autoridades chinesas. Diante da redução da demanda chinesa e das restrições impostas pelo novo sistema de cotas, a indústria brasileira vem ajustando sua produção por meio da adoção de férias coletivas em algumas unidades industriais, redução de turnos de trabalho e implementação de programas de layoff. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.