ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

24/Jul/2026

Boi: preços seguem sustentados pela oferta restrita

O mercado físico do boi gordo mantém viés firme, sustentado pela oferta restrita de bovinos terminados, embora o mercado atacadista de carne bovina continue enfrentando dificuldades de escoamento no consumo doméstico. Em São Paulo, observa-se valorização de R$ 3,00 por arroba para o boi gordo e para o “boi China”, movimento atribuído à resistência dos pecuaristas em ampliar a oferta e à necessidade dos frigoríficos de recompor escalas de abate, atualmente em torno de seis dias úteis. Com isso, o boi gordo e o “boi China” passaram a R$ 338,00 por arroba a prazo. A vaca gorda permanece cotada em R$ 312,00 por arroba a prazo; e a novilha gorda, a R$ 325,00 por arroba a prazo. Os diferenciais de preços entre São Paulo e os principais Estados produtores vêm diminuindo ao longo dos últimos 12 meses. Esse movimento reflete alterações na disponibilidade de bovino, nas escalas de abate, nas condições climáticas e no desempenho das exportações de carne bovina.

Mato Grosso permanece como exceção, ampliando a diferença em relação ao mercado paulista, indicando que a formação dos preços continua fortemente condicionada às características regionais de oferta e demanda. Em Mato Grosso do Sul, o mercado permanece equilibrado, com estabilidade de preços entre R$ 333,00 e R$ 335,00 por arroba a prazo. Em Minas Gerais, os preços estão em alta, refletindo a oferta limitada de bovinos terminados e a necessidade dos frigoríficos de manter as escalas de abate. O boi gordo está cotado entre R$ 316,00 e R$ 323,00 por arroba. Em São Paulo, no atacado, o ritmo de comercialização da carne bovina permanece lento. A carcaça casada de boi está cotada R$ 23,37 por Kg e a carcaça casada de vaca, a R$ 21,84 por Kg. Os preços registram queda diária. O movimento reflete a dificuldade de repasse dos preços ao varejo, mesmo em um cenário de menor oferta de bovinos para abate.