28/Jul/2026
Em junho, o quilo vivo do boi exportado esteve, em média, 27,1% maior do que o quilo vivo do boi magro no mercado interno. O Brasil exportou 132.101 cabeças em junho, gerando US$ 176,5 milhões em receita FOB (valor da mercadoria posto a bordo do navio, sem frete e seguro internacionais). Turquia, Marrocos e Iraque concentraram 94,1% do volume exportado. A Turquia liderou, com 55.809 cabeças (42,2%), seguida pelo Marrocos, com 42.666 cabeças (32,3%), e pelo Iraque, com 25.886 cabeças (19,6%). Egito, Argélia e Síria responderam por 4,2%, 1,5% e 0,1%, respectivamente.
O Porto de Belém (PA) concentrou o maior volume, com 72.626 cabeças (55,0% do total), destinadas a seis países (Iraque, Marrocos, Turquia, Egito, Argélia e Síria). O Porto de Rio Grande (RS) embarcou 43.860 cabeças (33,2%), quase só para Turquia e Marrocos. Pelo porto de São Sebastião (SP) saíram 15.501 cabeças (11,7%), também para Turquia e Marrocos, esse porto recebe lotes de outros estados, tais como Tocantins, Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais, Piauí e Goiás. Na média ponderada, o quilo do bovino exportado esteve em R$ 16,44, diante de R$ 12,93 do quilo do boi magro nelore no mercado interno, diferença de R$ 3,51 por quilo, ou 27,1%, a favor da exportação.
Por Estado, a exportação pagou mais que o mercado interno em todos os casos. As maiores diferenças foram Rio Grande do Sul (44,2%), São Paulo (35,0%) e Minas Gerais (32,1%). Já nos Estados com maior volume exportado, Pará, Tocantins, Paraná e Mato Grosso, a vantagem ficou entre 17,4% e 21,2%. Para o pecuarista com acesso ao mercado externo, a exportação foi mais vantajosa em junho. A decisão entre exportar ou reter depende da infraestrutura até o porto, das exigências sanitárias e do prazo de pagamento. Fonte: Alcides Torres. Broadcast Agro.