29/Jul/2026
Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a China deverá manter importações superiores a 1 milhão de toneladas de carne suína por ano, mesmo com produção doméstica próxima de 59 milhões de toneladas. A necessidade de compras externas continuará sendo sustentada principalmente pela elevada demanda por miúdos, segmento em que a oferta interna chinesa permanece insuficiente para atender ao consumo. Apesar da recuperação da produção chinesa após os impactos da peste suína africana (PSA), o setor enfrenta redução da rentabilidade, o que já motivou anúncios de diminuição do plantel de matrizes. Esse movimento tende a limitar o crescimento da oferta doméstica nos próximos anos, mantendo a necessidade de importações para complementar o abastecimento do mercado.
Nesse cenário, o Brasil reúne condições para ampliar sua participação nas importações chinesas. O reconhecimento do País pela China como livre de febre aftosa sem vacinação deverá permitir o avanço do processo de habilitação de frigoríficos localizados em Estados além de Santa Catarina para exportação de carne suína com osso e, futuramente, de miúdos, ampliando o acesso ao mercado chinês. O ambiente competitivo internacional também favorece o Brasil. A União Europeia perdeu participação nas exportações destinadas à China, enquanto os Estados Unidos concentram suas vendas principalmente no segmento de miúdos. Com o avanço das habilitações sanitárias e a ampliação do portfólio de produtos exportados, o Brasil poderá fortalecer sua presença no mercado chinês de carne suína nos próximos anos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.