29/Jul/2026
Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a suinocultura brasileira deverá iniciar um processo de recuperação em 2027, após um período de ajuste da oferta e pressão sobre as margens dos produtores em 2026. A expansão da produção registrada após dois anos de elevada rentabilidade provocou aumento da disponibilidade de suínos e pressionou os preços recebidos pelos produtores independentes. O setor entrou em 2026 após um ciclo favorável de rentabilidade, que estimulou investimentos, ampliação dos plantéis e crescimento da produção. Com a oferta avançando em ritmo superior à demanda em determinados períodos, houve redução das cotações ao produtor, especialmente nos sistemas independentes, mais expostos às oscilações do mercado. A recomposição do equilíbrio entre oferta e demanda deverá ocorrer de forma gradual, considerando que o ciclo produtivo da suinocultura é mais longo do que o observado em outras cadeias, como a avicultura.
Dessa forma, o ajuste da produção tende a se estender ao longo do segundo semestre de 2026, com reflexos mais consistentes sobre o mercado em 2027. Apesar da pressão sobre os preços internacionais da carne suína, as exportações brasileiras seguem em ritmo elevado. Nos primeiros 18 dias úteis de julho, os embarques alcançaram cerca de 105 mil toneladas, volume que mantém a possibilidade de novo recorde mensal caso o desempenho seja sustentado até o encerramento do mês. A demanda externa permanece firme, com avanço de ações de promoção comercial em mercados estratégicos, como as Filipinas, atualmente principal destino da carne suína brasileira. A expectativa do setor é de que a combinação entre continuidade do desempenho das exportações, ajuste gradual da oferta e crescimento do consumo doméstico contribua para melhorar as condições da cadeia produtiva ao longo de 2027. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.