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29/Jul/2026

Frango: China amplia disputa no mercado global

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a expansão das exportações chinesas de carne de frango deverá aumentar a concorrência no mercado internacional, mas não compromete a competitividade brasileira. O setor reconhece que a entrada de um novo fornecedor relevante pode gerar pressão sobre os preços em determinados mercados, mas avalia que o Brasil mantém diferenciais competitivos relacionados à qualidade, regularidade de abastecimento e relacionamento de longo prazo com compradores internacionais. A China ampliou seus embarques de carne de frango de aproximadamente 1 milhão de toneladas em 2025 para uma projeção próxima de 1,4 milhão de toneladas em 2026, consolidando sua posição como novo participante relevante no comércio global da proteína.

A indústria brasileira acompanha o avanço chinês, mas destaca a capacidade do País de manter o fornecimento internacional mesmo em períodos de maior instabilidade, incluindo a pandemia, interrupções logísticas e episódios relacionados à Influenza Aviária. Esse histórico contribuiu para fortalecer a percepção do Brasil como fornecedor confiável no mercado externo. A maior participação chinesa poderá influenciar as cotações internacionais em alguns segmentos e destinos específicos. Entretanto, a China também busca rentabilidade em suas operações de exportação, o que limita uma estratégia baseada exclusivamente em preços mais baixos. O preço médio das exportações chinesas de carne de frango está estimado entre US$ 2.300,00 e US$ 2.600,00 por tonelada, enquanto a média brasileira permanece próxima de US$ 1.900,00 por tonelada.

Além das diferenças de preços, os dois países apresentam estratégias comerciais distintas e atendem, em muitos casos, a mercados diferentes. A China possui participação em destinos como a Rússia, mercado no qual o Brasil atualmente não realiza embarques de carne de frango. Ao mesmo tempo, o desempenho brasileiro segue consistente, com exportações mensais próximas de 500 mil toneladas, mesmo diante do aumento da concorrência internacional. O setor brasileiro projeta continuidade da disputa comercial em condições de mercado aberto, sustentada pela capacidade produtiva, eficiência da cadeia e histórico de atendimento aos compradores globais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.