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29/Jul/2026

Frango: setor avícola aguarda fim de veto da UE

A indústria brasileira de carne de frango espera a manutenção do Brasil entre os fornecedores autorizados da União Europeia após a missão sanitária que será realizada no País no fim de agosto. A avaliação da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) é de que o reforço dos controles oficiais e os procedimentos adotados pelas empresas devem contribuir para a retomada da habilitação para exportação ao bloco europeu. O governo brasileiro ampliou os mecanismos de fiscalização destinados aos embarques para a União Europeia, adicionando uma camada adicional de controle ao sistema de segregação já utilizado pela indústria para atender às exigências específicas do mercado europeu. A missão técnica da União Europeia prevista para o fim de agosto terá como objetivo verificar os procedimentos adotados pelo sistema brasileiro de inspeção e pelos estabelecimentos exportadores. A expectativa do setor é de que a avaliação permita a continuidade das vendas ao bloco, com base no cumprimento dos requisitos sanitários exigidos pelos importadores europeus.

A indústria brasileira já realiza a segregação da produção destinada à União Europeia e segue as normas estabelecidas pelo bloco, incluindo a ausência de promotores de crescimento nos lotes direcionados ao mercado europeu. A manutenção do acesso depende da validação dos controles sanitários e dos procedimentos de rastreabilidade adotados pelo País. A permanência do Brasil entre os fornecedores autorizados também atende aos interesses dos compradores europeus, que enfrentam restrições de oferta em razão dos impactos da Influenza Aviária sobre a produção local. A disponibilidade brasileira de carne de frango pode contribuir para a estabilidade do abastecimento do mercado europeu diante das limitações enfrentadas pela produção regional. As exigências da União Europeia para manter o Brasil entre os fornecedores habilitados de carne de frango não altera os procedimentos de segregação já adotados pela cadeia produtiva, mas amplia a frequência da fiscalização oficial realizada pelo Ministério da Agricultura.

O sistema brasileiro já prevê acompanhamento detalhado dos lotes, registros sanitários emitidos por médicos veterinários responsáveis e inspeção oficial antes da emissão dos certificados para exportação ao bloco europeu. O governo já fazia isso. O que muda agora é uma frequência maior. A nova exigência europeia prevê inspeções oficiais mais frequentes e amostragens aleatórias em granjas e fábricas de ração para verificar o cumprimento das regras relativas ao uso de antimicrobianos, substâncias proibidas pelo bloco. Os procedimentos adotados pelas empresas permanecem inalterados, uma vez que toda a produção destinada à União Europeia já é segregada e segue protocolos específicos de rastreabilidade e controle sanitário. A fiscalização reforçada integra as medidas negociadas entre o governo brasileiro e a União Europeia e deverá ser avaliada durante a missão técnica prevista para o fim de agosto, da qual dependerá a decisão sobre a permanência do Brasil na lista de fornecedores autorizados ao bloco a partir de setembro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.