30/Jul/2026
O Comitê Consultivo sobre Doenças Emergentes de Animais da Austrália confirmou a transmissão local do vírus da Influenza Aviária H5N1 entre populações de aves silvestres no estado da Austrália do Sul. O diagnóstico identificou a disseminação do vírus entre exemplares de trinta-réis-de-bico-amarelo. Apesar da confirmação da circulação do patógeno, as autoridades sanitárias informaram que não há registros de mortalidade em massa até o momento, embora a expectativa seja de novos diagnósticos na fauna nativa em razão da transmissão comunitária. O primeiro registro da cepa H5 na Austrália do Sul ocorreu em 24 de junho, em um petrel-gigante-do-sul, ave migratória encontrada na praia de Knights Beach, na Península de Fleurieu. Desde então, novos focos foram confirmados em outros petréis e em grupos de trinta-réis localizados na Ilha Kangaroo, na Península de Yorke e em áreas costeiras do sul australiano, incluindo confirmações mais recentes registradas em 28 de julho.
Além dos casos já confirmados, outras 11 amostras suspeitas permanecem em análise no Centro Australiano de Preparação contra Doenças, no Estado de Victoria, para confirmação laboratorial. A análise genômica realizada pelas autoridades australianas indicou que o vírus apresenta compatibilidade com a cepa identificada anteriormente em territórios subantárticos do Oceano Índico Sul, incluindo a Ilha Heard. Os órgãos de defesa sanitária destacaram que, até o momento, o vírus não foi detectado em plantéis da avicultura comercial e que não há evidências de estabelecimento permanente do H5N1 em nenhuma região do país. A vigilância epidemiológica permanece intensificada para monitorar a evolução da doença entre as aves silvestres e prevenir eventual disseminação para a produção avícola. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.