30/Jul/2026
O Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (APHIS/USDA) encaminhou ao Escritório de Gestão e Orçamento (OMB) pedido de revisão e prorrogação, por mais três anos, das exigências de certificação sanitária e coleta de informações aplicáveis às importações de carne bovina e ovina provenientes do sul da América do Sul. A medida abrange carne bovina in natura, resfriada ou congelada, originária de Brasil, Argentina e Paraguai, além de cortes bovinos e ovinos do Uruguai. Após a publicação oficial no Diário Oficial dos Estados Unidos, a proposta será submetida a consulta pública por 60 dias.
A manutenção das exigências sanitárias tem como objetivo proteger o rebanho norte-americano contra a introdução de enfermidades de notificação obrigatória, com ênfase na prevenção da febre aftosa. Os registros mais recentes da doença ocorreram em 2006 no Brasil, nos estados do Paraná e de Mato Grosso do Sul, e na província de Corrientes, na Argentina. No Paraguai e no Uruguai, os últimos focos foram registrados em janeiro de 2012. Atualmente, o Brasil possui reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como país livre de febre aftosa sem vacinação, condição compartilhada com a região da Patagônia, na Argentina. O centro-norte da Argentina, o Paraguai e o Uruguai mantêm o reconhecimento internacional como zonas livres de febre aftosa com vacinação.
O protocolo sanitário estabelece que cada lote exportado seja acompanhado por certificado emitido pela autoridade veterinária oficial do país de origem, comprovando o atendimento aos requisitos sanitários dos Estados Unidos. As regras também preveem a realização de avaliações técnicas e inspeções periódicas pelo APHIS/USDA em frigoríficos habilitados à exportação, sistemas de identificação animal e testes em lotes selecionados. No processo de atualização das exigências, o USDA incorporou a estrutura de dados do Paraguai ao sistema unificado de controle aplicado aos países do bloco sul-americano abrangidos pelo protocolo sanitário. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.