30/Jul/2026
O mercado físico do boi gordo mantém movimento de valorização, sustentado pela oferta restrita de bovinos terminados e pela maior atuação dos frigoríficos na recomposição das escalas de abate. A dificuldade para aquisição de bovinos prontos para o abate levou as indústrias a elevarem as ofertas em diversas regiões do País, favorecendo a liquidez das negociações. No mercado externo, as exportações brasileiras de carne bovina in natura seguem em desaceleração, comportamento considerado sazonal para o período. Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 347,00 por arroba a prazo e “boi China”, a R$ 349,00 por arroba a prazo. A vaca gorda e a novilha gorda permanecem estáveis, em R$ 317,00 por arroba a prazo e a R$ 330,00 por arroba a prazo, respectivamente. A baixa disponibilidade de bovinos e o volume reduzido de negociações mantiveram os frigoríficos operando com compras pontuais para abastecer escalas médias de seis dias.
Em diversas regiões, os frigoríficos estão elevando as ofertas entre R$ 5,00 e R$ 10,00 por arroba para machos e fêmeas, diante da necessidade de completar as escalas de abate e da escassez de bovinos terminados. Observa-se altas em Mato Grosso do Sul, Goiás, Pará Mato Grosso, Rondônia e Minas Gerais. As escalas variam entre dois e seis dias úteis. Em Goiás e no Pará, os preços registram alta de R$ 5,00 por arroba, refletindo a dificuldade dos frigoríficos em completar as escalas de abate. No Pará, o boi gordo está cotado entre R$ 330,00 e R$ 332,00 por arroba a prazo. Em São Paulo, no atacado, os preços da carne bovina estão em alta. A carcaça casada do boi está cotada a R$ 23,54 por Kg e a carcaça casada da vaca, a 22,22 por Kg, indicando melhora no processo de reposição de preços ao longo da cadeia produtiva.