06/Aug/2026
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), a cadeia brasileira de pescado apresenta amplo potencial para expandir a produção, elevar o consumo interno e ampliar sua participação no comércio internacional. O Brasil ainda ocupa uma posição modesta no mercado mundial de pescado, mas reúne condições favoráveis para acelerar sua participação em função da disponibilidade de recursos naturais e da capacidade de expansão da base produtiva. Nesse contexto, a entidade trabalha para ampliar a presença do pescado brasileiro no mercado internacional e avançar na abertura de novos destinos para exportação. A produção mundial de animais aquáticos alcança aproximadamente 235 milhões de toneladas, enquanto a participação brasileira representa menos de 1% desse volume, indicando elevado potencial de crescimento para o setor.
No mercado interno, o consumo também apresenta espaço para expansão. O consumo médio de pescado no Brasil é de cerca de 10 quilos por habitante ao ano, enquanto a média mundial é de aproximadamente 20 quilos por habitante. O País utiliza menos de 2% de seu potencial de recursos naturais destinados à aquicultura e à pesca, reforçando as perspectivas de aumento da produção. No comércio internacional, o mercado global de pescado movimenta cerca de US$ 680 bilhões por ano, enquanto as exportações brasileiras somam aproximadamente US$ 400 milhões, evidenciando amplo espaço para crescimento da participação do Brasil nas exportações mundiais.
Uma vantagem competitiva do Brasil é a elevada produção nacional de grãos, considerada estratégica para o desenvolvimento da piscicultura por garantir o fornecimento de insumos para alimentação dos peixes cultivados e sustentar a expansão da atividade. Apesar das perspectivas positivas, o setor ainda enfrenta limitações estruturais para acelerar seu crescimento. Entre os principais desafios estão a ampliação da oferta de crédito para expansão da produção, renovação da frota pesqueira e modernização das indústrias de processamento, fatores considerados essenciais para elevar a competitividade da cadeia. O Ministério da Agricultura deverá publicar, em breve, um novo regulamento técnico para pescado congelado. A expectativa é de que a medida contribua para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros, facilite o acesso a novos mercados e fortaleça as negociações para abertura do mercado da União Europeia. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.