25/Aug/2026
De acordo com a primeira prévia do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), a indústria brasileira de alimentação animal produziu 22,6 milhões de toneladas de rações no primeiro trimestre de 2026, alta de 5,4% ante igual período de 2025. O crescimento foi sustentado principalmente pelas cadeias de frangos e suínos, que concentram a maior parcela da demanda. Para 2026, a entidade projeta produção de 94,9 milhões de toneladas de rações, avanço de 4,6% sobre 2025. Considerando também o sal mineral, o volume total deve alcançar 98,4 milhões de toneladas, crescimento de 4,5%. A avicultura de corte respondeu pela maior parcela da demanda no primeiro trimestre, com cerca de 10 milhões de toneladas de rações, alta de aproximadamente 6% ante os 9,4 milhões de toneladas registrados no mesmo período de 2025. Para o ano, a projeção é de 39,8 milhões de toneladas, crescimento de 5%. Na suinocultura, a demanda alcançou 5,5 milhões de toneladas no primeiro trimestre, ante 5,1 milhões de toneladas um ano antes, avanço de 7,8%.
Para 2026, a estimativa é de 23,6 milhões de toneladas, alta de 5%. O desempenho acompanha o aumento do abate de suínos, que atingiu 15,3 milhões de cabeças no período, e o desempenho das exportações, que contribuiu para absorver a maior oferta de carne. Entre as demais cadeias, a produção de rações para poedeiras somou 1,84 milhão de toneladas no primeiro trimestre, alta de 4% ante 2025, com projeção de 7,73 milhões de toneladas para o ano. Para bovinos de corte, foram produzidas cerca de 1,3 milhão de toneladas no trimestre, crescimento de 8,5%, enquanto a estimativa anual é de 8,23 milhões de toneladas, avanço de 6%. Na pecuária leiteira, a demanda alcançou 2,02 milhões de toneladas, alta de 3,1%, e deve totalizar 7,9 milhões de toneladas em 2026, crescimento de 2,5%. A produção de alimentos industrializados para cães e gatos alcançou aproximadamente 1,02 milhão de toneladas no primeiro trimestre, alta de 1% ante os 1,01 milhão de toneladas registrados em igual período de 2025.
Para 2026, a projeção é de 4,15 milhões de toneladas, crescimento de 2,5%. Na aquicultura, a demanda por rações somou cerca de 500 mil toneladas no primeiro trimestre, alta de 6,4%, e deve atingir 1,97 milhão de toneladas em 2026, avanço de 4,2%. Dentro do segmento, a carcinicultura permanece em expansão, apoiada pela adoção de automação da alimentação, melhorias na aeração e no conforto ambiental e maior adequação das densidades de cultivo. Para equinos, a estimativa é de estabilidade, em 1,01 milhão de toneladas no ano. O desempenho do setor está associado aos avanços de produtividade e eficiência nas cadeias de proteína animal, além da maior adoção de tecnologias de produção e nutrição de precisão. A evolução ocorre mesmo diante de desafios sanitários, medidas tarifárias e barreiras comerciais, com ganhos de eficiência zootécnica, padronização nutricional e incorporação de tecnologias contribuindo para a manutenção da competitividade brasileira no mercado internacional de proteínas animais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.