25/Aug/2026
O mercado físico do boi gordo registra baixa liquidez e equilíbrio entre a oferta restrita de bovinos e a demanda mais fraca dos frigoríficos. Parte das indústrias já está com as escalas de abate preenchidas e reduz ou interrompe as compras, enquanto os pecuaristas mantêm resistência a valores menores. O ritmo mais lento de comercialização da carne bovina no mercado interno também aumenta a cautela dos frigoríficos e limita o espaço para novas altas. A proximidade do fim do mês e o pagamento de salários no início de setembro podem alterar esse cenário, com potencial de aumento do consumo doméstico de carne bovina.
No curto prazo, porém, a expectativa é de negociações mais lentas, diante do enfraquecimento da demanda interna e de uma exportação menos aquecida. Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 347,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 325,00 por arroba a prazo. a novilha gorda, a R$ 337,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 350,00 por arroba a prazo. As escalas de abate estão, em média, para oito dias. A oferta restrita de boiadas continua dando sustentação aos preços, mas os frigoríficos não têm ampliado as compras diante do consumo doméstico enfraquecido e de uma exportação menos aquecida.
No Rio Grande do Sul, as cotações permanecem estáveis, com o boi gordo cotado entre R$ 12,70 e R$ 12,80 por Kg. Na Bahia, o mercado também é estável e as escalas atendem, em média, de quatro a cinco dias úteis. No Espírito Santo, os preços também permanecem estáveis, com o boi gordo cotado a R$ 333,00 por arroba e o “boi China” no mesmo valor, sem ágio. Em São Paulo, no atacado, os preços apresentam dificuldade de sustentação. Alguns cortes registram queda de até R$ 0,50 por Kg, levando a carcaça casada para R$ 24,00 por Kg. O comportamento do atacado reforça a percepção de que o consumo doméstico mais fraco é um dos principais fatores limitantes para uma reação mais firme das cotações do boi gordo.