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27/Aug/2026

Suíno: maior produção pode limitar alta de preços

Novas estimativas, elaboradas com base em dados preliminares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referentes ao segundo trimestre de 2026, apontam pico da produção de carne suína entre julho e setembro. Os preços da proteína geralmente sobem no fim do ano, devido à maior demanda por conta das festividades. Portanto, essa possível sobreoferta da carne pode limitar os avanços nas cotações no fim do ano. O setor suinícola registra, tradicionalmente, maior produção de carne no terceiro trimestre, quando agentes se preparam para atender ao aumento da demanda por carne no final do ano nos mercados doméstico e externo, e essa tendência deve se manter em 2026.

A produção deve ser próxima de 1,5 milhão de toneladas de carne suína de julho a setembro, frente às 1,48 milhão e 1,42 milhão de toneladas nos dois primeiros trimestres do ano. Vale mencionar que, diante da sobreoferta da carne observada no mercado independente neste ano, que tem pressionado as cotações do suíno vivo e dos cortes para patamares historicamente baixos, a produção deve se ajustar nos próximos meses. Na comparação anual, os abates no terceiro trimestre devem ficar apenas 2% acima dos registrados no mesmo período de 2025, ante aumento de 6% na comparação entre 2025 e 2024 (dados consolidados do IBGE).

Essa tendência da produção deve se estender até pelo menos o primeiro trimestre de 2027, após um longo período de expansão na produção da carne, resultado dos maiores investimentos desde 2024. Entre o segundo trimestre de 2025 e o primeiro de 2026, o crescimento anual médio foi de 6,5% por período, ampliando a oferta de carne no mercado. Entre abril e junho deste ano, a oferta interna de carne suína aumentou no mercado nacional, apesar do avanço das exportações, chegando a cerca de 1,092 milhão de toneladas, o maior volume desde o terceiro trimestre de 2025, quando foram registradas 1,094 milhão de toneladas. Os dados são estimativas do Cepea baseadas em informações do IBGE e da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.