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27/Aug/2026

Boi: preços seguem pressionados no mercado físico

O mercado físico do boi gordo apresenta liquidez um pouco melhor, mas ainda em ritmo lento. Os negócios permanecem pontuais e concentrados principalmente na necessidade de preenchimento das escalas de abate, enquanto compradores e vendedores mantêm postura cautelosa à espera de sinais mais claros para definir os próximos movimentos. Em São Paulo, a pressão compradora aumenta diante das vendas de carne abaixo do esperado no fim de semana passado. O movimento está associado à sazonalidade do fim de mês, período em que o poder de compra da população tende a ser menor. Algumas indústrias iniciaram as negociações com ofertas abaixo das referências, mas encontram resistência por parte dos pecuaristas.

No Estado, o boi gordo está cotado a R$ 343,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 322,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 335,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 346,00 por arroba a prazo. As escalas de abate atendem, em média, a sete dias. Em Minas Gerais, o boi gordo está cotado entre R$ 338,00 e R$ 342,00 por arroba a prazo e as escalas atendem entre sete e onze dias. Em São Paulo, no atacado, a carcaça casada do boi está cotada a R$ 24,01 por Kg e a carcaça casada da vaca, a R$ 22,85 por Kg. O mercado segue condicionado pela combinação de demanda mais fraca de carne no fim do mês, negociações pontuais e resistência dos pecuaristas a ofertas abaixo das referências. A pressão sobre as cotações permanece, enquanto a extensão das escalas de abate e o comportamento das vendas no atacado deverão definir o espaço para novos ajustes nos preços do boi gordo.