07/Oct/2026
O mercado físico do boi gordo apresenta preços firmes e altas em importantes regiões, sustentado pela menor oferta de bovinos para abate e pela melhora do escoamento da carne bovina no mercado doméstico. Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 367,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 343,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 357,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 372,00 por arroba a prazo, com ágio de R$ 5,00 por arroba sobre o boi comum. As escalas de abate atendem, em média, a uma semana. A valorização ocorre mesmo com o início de semana normalmente caracterizado por menor liquidez nas negociações.
O mercado iniciou outubro em ritmo forte de alta e com boa liquidez. No mercado externo, a divulgação dos dados consolidados de setembro pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) será importante para avaliar o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina e o grau de sustentação da demanda externa sobre os preços domésticos. Os dados parciais divulgados ao longo de setembro indicavam ritmo inferior ao registrado um ano antes. Na Bahia, o boi gordo está cotado a R$ 350,92 por arroba a prazo; no Rio de Janeiro, a R$ 362,00 por arroba a prazo; em Mato Grosso do Sul, a R$ 362,00 por arroba a prazo; e no Pará, a R$ 355,00 por arroba a prazo. Em São Paulo, no atacado, a melhora das vendas no varejo na última semana contribuiu para sustentar os preços das carnes com osso.
A combinação entre maior escoamento e valorização da arroba levou à alta de todas as carcaças. A carcaça do boi capão está cotada a R$ 24,75 por quilo e a carcaça do boi inteiro, a R$ 24,30 por quilo. A carcaça da vaca está cotada a R$ 23,75 por quilo e a carcaça da novilha, a R$ 24,30 por quilo. A carcaça do boi capão atingiu o maior valor desde a penúltima semana de abril, quando estava em R$ 25,00 por quilo. As demais categorias alcançaram os maiores níveis da série histórica. Com o recebimento dos salários, a expectativa é de melhora adicional das vendas no varejo e no atacado, o que poderá contribuir para manter a sustentação dos preços da carne bovina e do boi gordo. No curto prazo, a combinação entre oferta restrita de bovinos para abate, maior firmeza do mercado interno e o desempenho das exportações continuará sendo determinante para a formação dos preços.