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08/Oct/2026

Suíno: exportação brasileira recua em setembro

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações brasileiras de carne suína, considerando produtos in natura e processados, somaram 135 mil toneladas em setembro de 2026, queda de 11% ante as 151,6 mil toneladas embarcadas em igual mês de 2025. A receita recuou 21,5%, de US$ 368,4 milhões para US$ 289,3 milhões. No acumulado de janeiro a setembro de 2026, os embarques alcançaram 1,192 milhão de toneladas, alta de 6,2% ante as 1,122 milhão de toneladas exportadas no mesmo período de 2025. A receita acumulada atingiu US$ 2,737 bilhões, avanço de 1,3% sobre os US$ 2,703 bilhões registrados no ano anterior. O desempenho acumulado permanece positivo, apesar da retração observada em setembro, com a média mensal de embarques acima de 130 mil toneladas e crescimento superior a 6% em volume.

As Filipinas foram o principal destino da carne suína brasileira em setembro, com 25,691 mil toneladas, queda de 47,7% ante as 49,078 mil toneladas do mesmo mês de 2025. O Japão ficou na segunda posição, com 15,916 mil toneladas, alta de 38,9% ante as 11,458 mil toneladas anteriores. O Chile recebeu 14,431 mil toneladas, aumento de 72% ante as 8,392 mil toneladas de setembro de 2025. A China importou 11,418 mil toneladas, queda de 16,4% ante as 13,665 mil toneladas de um ano antes. O Vietnã recebeu 7,392 mil toneladas, recuo de 23,2% ante as 9,627 mil toneladas registradas em setembro de 2025. Entre os mercados que apresentaram maior crescimento, os embarques para a Argentina avançaram 73,8%, para 7,312 mil toneladas. A República Dominicana recebeu 2,129 mil toneladas, alta de 53,6%, enquanto o Peru importou 1,054 mil toneladas, aumento de 104,6%.

Para a África do Sul, os embarques cresceram 99,4%, para 822 toneladas. A Malásia, mercado recentemente aberto à carne suína brasileira, importou 1,918 mil toneladas em setembro. A abertura de novos destinos e o avanço das vendas para mercados como Japão, Chile e Argentina contribuem para diversificar a pauta de exportações e reduzir a concentração das vendas externas. A retração de setembro ocorreu sobre uma base elevada de comparação e em um cenário de pressão sobre os preços médios internacionais da carne suína. Mesmo com a queda mensal, o desempenho acumulado indica expansão dos volumes exportados e manutenção da competitividade do produto brasileiro no mercado internacional. Na distribuição das exportações por Estado, Santa Catarina manteve a liderança em setembro, com 64,479 mil toneladas, queda de 11,4% ante as 72,784 mil toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025. O Rio Grande do Sul ficou na segunda posição, com 33,779 mil toneladas, recuo de 5,5% ante as 35,763 mil toneladas anteriores.

O Paraná exportou 22,737 mil toneladas, queda de 10,1% ante as 25,305 mil toneladas de setembro de 2025. Mato Grosso embarcou 3,762 mil toneladas, recuo de 3,7% ante as 3,906 mil toneladas anteriores. Minas Gerais foi o destaque positivo entre os principais Estados exportadores, com 3,477 mil toneladas, alta de 19,4% ante as 2,912 mil toneladas registradas um ano antes. O resultado de setembro mostra uma desaceleração pontual dos embarques, acompanhada por redução mais acentuada da receita, mas não altera a trajetória positiva das exportações brasileiras de carne suína no acumulado do ano. A ampliação das vendas para Japão, Chile, Argentina, Peru, República Dominicana e África do Sul, juntamente com a entrada da Malásia, reforça a diversificação dos mercados e cria espaço para sustentar o crescimento das exportações ao longo de 2026. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.