08/Oct/2026
Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações brasileiras de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, somaram 500,3 mil toneladas em setembro, alta de 3,7% ante as 482,3 mil toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025. A receita cambial alcançou US$ 984,2 milhões, avanço de 14,7% ante os US$ 857,9 milhões registrados em setembro do ano passado, refletindo aumento tanto do volume exportado quanto do valor médio dos embarques. No acumulado de janeiro a setembro, os embarques atingiram 4,421 milhões de toneladas, crescimento de 14% em relação às 3,877 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2025. A receita acumulada alcançou US$ 8,673 bilhões, alta de 21% ante os US$ 7,166 bilhões registrados no ano anterior, consolidando um ritmo de crescimento superior ao observado nos volumes.
Os Emirados Árabes Unidos foram o principal destino da carne de frango brasileira em setembro, com 45,9 mil toneladas, alta de 23,3% ante as 37,2 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. A União Europeia ficou na segunda posição, com 43,5 mil toneladas, avanço de 1.007% ante as 3,9 mil toneladas do ano anterior. A China recebeu 40,9 mil toneladas, aumento de 79.663,1% ante apenas 51 toneladas em setembro de 2025. Na sequência aparecem a Arábia Saudita, com 38,3 mil toneladas, alta de 7,4% ante 35,7 mil toneladas, e o Japão, com 33,6 mil toneladas, queda de 7,7% ante 36,4 mil toneladas. As variações expressivas nos embarques destinados à China e à União Europeia refletem, principalmente, a baixa base de comparação de setembro de 2025, quando as exportações foram afetadas pelas suspensões temporárias adotadas após o registro de um caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade, o primeiro na história da produção comercial brasileira.
A ocorrência foi superada no ano passado, reduzindo a base comparativa para os resultados de 2026. No mercado europeu, o resultado de setembro de 2026 também incorpora cargas produzidas e certificadas até 2 de setembro. A suspensão temporária da emissão de novos certificados entrou em vigor em 3 de setembro, sem impedir o embarque de produtos que já haviam cumprido essa etapa. A antecipação de volumes por exportadores e importadores contribuiu adicionalmente para reduzir os efeitos imediatos da medida sobre os embarques. A diversificação dos destinos e a antecipação de cargas, com atuação dos Ministérios da Agricultura e Pecuária e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, ajudaram a preservar o desempenho das exportações brasileiras em setembro. O resultado mantém os embarques em patamar elevado, acima de 500 mil toneladas no mês, mesmo diante das restrições temporárias impostas pela União Europeia e da necessidade de considerar os efeitos da baixa base comparativa de 2025.
Entre os Estados exportadores, o Paraná manteve a liderança em setembro, com 199,7 mil toneladas, crescimento de 9,5% ante as 182,3 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. Santa Catarina ficou em segundo lugar, com 111 mil toneladas, queda de 4,8% ante as 116,7 mil toneladas do ano anterior. O Rio Grande do Sul embarcou 67,9 mil toneladas, alta de 4,2% ante 65,2 mil toneladas, enquanto São Paulo exportou 28,3 mil toneladas, recuo de 9,1% ante 31,1 mil toneladas. Goiás apresentou o maior crescimento entre os principais Estados exportadores, com 27,2 mil toneladas, avanço de 25,8% ante as 21,6 mil toneladas de setembro de 2025. O desempenho acumulado até setembro evidencia a expansão das exportações brasileiras de carne de frango em 2026, com crescimento de dois dígitos tanto em volume quanto em receita. A ampliação e diversificação dos mercados de destino, associada à recomposição dos embarques para mercados afetados pelas restrições sanitárias no ano anterior, contribui para sustentar o fluxo externo e reduzir a dependência de destinos específicos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.