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29/Oct/2026

Frango: 3 registros de DNC não indicam disseminação

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os três registros de material genético do vírus da doença de Newcastle identificados em aves comerciais de Santa Catarina não indicam disseminação da doença. Não houve manifestação clínica nas aves envolvidas, e os registros estão dentro do perímetro de contenção estabelecido pelas autoridades sanitárias. O agente identificado é o paramixovírus aviário tipo 1 (PPMV-1), associado a pombos e outras aves silvestres. Segundo Santin, a presença do material genético nas propriedades investigadas não provocou sinais clínicos nas aves comerciais. A distinção entre a detecção de material genético viral e a manifestação da doença é central para a avaliação do episódio e para a comunicação com os mercados importadores.

Após a confirmação do primeiro foco em Nova Itaberaba (SC), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) declarou emergência zoossanitária por 60 dias nos municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. Posteriormente, outros dois registros foram identificados em Coronel Freitas e Nova Erechim, dentro da mesma área de restrição sanitária, sem alteração significativa da estratégia de contenção. Na avaliação da ABPA, a identificação de novos registros dentro do perímetro delimitado não representa, por si só, evidência de expansão do episódio. A entidade considera que a atuação do governo federal e da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) tem contribuído para a condução das medidas de controle e para a divulgação das informações sanitárias.

As empresas exportadoras mantêm contato direto com compradores internacionais para esclarecer a natureza dos registros e evitar que a detecção de material genético seja interpretada como comprovação de disseminação da doença. A comunicação busca demonstrar que o Brasil está cumprindo as exigências sanitárias vigentes, com a notificação das ocorrências e a adoção das medidas previstas nos protocolos aplicáveis. A ABPA também defende uma futura discussão das regras sanitárias caso seja confirmado que a presença do agente identificado não representa risco para as aves comerciais. Como referência, Santin citou a evolução das normas internacionais relacionadas à Influenza Aviária de baixa patogenicidade, cujas detecções anteriormente provocavam restrições comerciais e passaram a receber tratamento regulatório diferenciado em determinados contextos.

A revisão dos critérios deve considerar a proporcionalidade das medidas em relação aos riscos sanitários efetivamente identificados. A regionalização das restrições é apontada como instrumento para preservar as exportações de regiões não afetadas, sem comprometer as ações de controle. O tema é relevante para o Brasil, maior exportador mundial de carne de frango, diante dos efeitos comerciais que medidas abrangentes podem provocar mesmo quando os registros permanecem concentrados em uma área delimitada. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.