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29/Oct/2026

Boi: preços firmes com oferta ajustada à demanda

No mercado físico, a redução do ritmo de negociações de lotes na última semana do mês limita os movimentos de preços em algumas regiões. Entretanto, as cotações estão firmes, sustentadas pelo equilíbrio entre oferta e demanda. Os valores podem ser reajustados conforme a necessidade dos frigoríficos de completar as programações de abate. Em São Paulo, parte das indústrias está fora das compras, enquanto outra parcela aguarda para retomar as negociações. Com escalas de abate que atendem, em média, a oito dias, os frigoríficos apresentam relativa tranquilidade operacional, embora possam encontrar oferta restrita quando voltarem ao mercado. O boi gordo está cotado a R$ 380,00 por arroba a prazo e o “boi China”, a R$ 385,00 por arroba a prazo.

Observa-se altas em Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Tocantins, Roraima e Rondônia. A perspectiva de oferta restrita de bovinos prontos para abate no fim do ano, com possibilidade de continuidade nos meses seguintes, e a valorização do dólar impulsionam os contratos futuros de boi gordo na B3 para acima de R$ 400,00 por arroba. O novo patamar foi alcançado em meio à forte movimentação cambial após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O contrato outubro, com vencimento nesta semana, está cotado a R$ 385,15 por arroba. Entre os vencimentos seguintes, novembro avançou R$ 4,45, para R$ 401,60 por arroba; dezembro subiu R$ 4,70, para R$ 401,75; janeiro ganhou R$ 3,30, para R$ 400,25; e fevereiro avançou R$ 3,85, para R$ 400,15 por arroba. O câmbio permanece entre os fatores que influenciam a formação dos preços do boi gordo, especialmente pela relação com a competitividade das exportações brasileiras.