30/Apr/2026
A StoneX revisou para baixo o superávit global de cacau para a safra 2026/27, estimando agora um excedente de 149 mil toneladas, diante da possível intensificação do fenômeno climático El Niño, que adiciona incerteza à oferta no Oeste Africano nesta temporada. Para 2025/26, o superávit está estimado em 247 mil toneladas. O volume reflete uma recuperação consistente da produção após as quebras registradas no ciclo 2023/24. No Brasil, a produção nacional apresenta sinais robustos de retomada, com um avanço de 61% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado.
As condições climáticas têm favorecido a recomposição dos estoques globais. Na Costa do Marfim, principal produtor mundial, a safra 2025/26 é projetada em 1,834 milhão de toneladas, enquanto para 2026/27 a estimativa foi ajustada para 1,830 milhão de toneladas em virtude dos riscos meteorológicos. Em Gana, a expectativa é de que o volume supere 600 mil toneladas. A probabilidade de ocorrência de um El Niño a partir do segundo semestre de 2026 é o principal vetor de risco para o mercado. Historicamente, o fenômeno reduz a produção global em cerca de 1,7%, provocando estresse hídrico na África e elevação de temperaturas no Brasil.
No lado da demanda, observa-se sinais de estabilização gradual na moagem global após as quedas recentes, prevendo uma recuperação de 2,4% no consumo para o ciclo 2026/27, estimulada pelo retorno dos preços a patamares mais próximos da normalidade nesta fase. Apesar da tendência de normalização, o equilíbrio do mercado ainda depende da evolução da demanda e do comportamento climático nos próximos meses, uma vez que a recuperação fora da África busca compensar fragilidades estruturais nos países produtores do Oeste Africano nesta temporada. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.