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13/Jul/2026

Suco de Frutas: Timbaúba amplia portfólio e exportação

A Timbaúba, fabricante de bebidas à base de frutas sediada em Petrolina (PE), projeta ampliar o faturamento para R$ 500 milhões até 2030 por meio da diversificação do portfólio, da expansão da presença comercial fora da Região Nordeste e do crescimento das exportações. A empresa encerrou 2025 com receita de R$ 172 milhões e estima alcançar R$ 210 milhões em 2026, após concluir, nos últimos quatro anos, a transição de uma operação voltada à comercialização de frutas in natura para um modelo baseado na produção de bebidas.

A operação utiliza matéria-prima proveniente de produção própria de uva e coco no Vale do São Francisco, complementada por maçã e laranja adquiridas de outras regiões do País. A empresa também desenvolve testes com cultivo irrigado de açaí no semiárido. Atualmente, o portfólio reúne cinco linhas de produtos e mais de 50 itens, incluindo sucos integrais, bebidas infantis e a linha de bebidas frisantes Lumi. Como parte da estratégia de ampliação do portfólio, a empresa lançará em agosto o refresco Gushy, produto com 5% de fruta e preço aproximadamente cinco vezes inferior ao dos sucos integrais. A iniciativa busca ampliar o alcance junto aos consumidores mais sensíveis ao preço e oferecer ao varejo uma linha mais completa de produtos. A expansão geográfica também alterou a distribuição das vendas da companhia.

Até três anos atrás, o Nordeste concentrava a maior parte da comercialização. Atualmente, o Sudeste responde por aproximadamente 70% do faturamento da empresa. A estratégia de diversificação ocorre em um contexto de retração do mercado de sucos 100% integrais nos últimos dois anos, segmento que registrou queda entre 15% e 18% em volume em razão da inflação e do aumento dos preços ao consumidor. Segundo a empresa, uma redução recente no preço médio dos produtos contribuiu para a recuperação das vendas em volume neste ano. No mercado externo, as exportações representaram 2% da receita em 2025 e a expectativa é elevar essa participação para 5% em 2026.

O planejamento prevê que as vendas internacionais passem a responder por entre 25% e um terço do faturamento até 2030. Atualmente, a empresa atua em 11 mercados e identifica maior potencial de crescimento na Ásia, após iniciar operações no Japão e na China e firmar o primeiro contrato de fornecimento para a Malásia. Na produção agrícola, a empresa mantém cultivo irrigado de uvas em larga escala no Vale do São Francisco, emprega drones e ferramentas de inteligência artificial para monitoramento das lavouras e desenvolve testes com cultivo irrigado de açaí destinado à produção de blends com uva e maçã. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.