23/Jul/2026
De acordo com o 7º Boletim Hortigranjeiro, elaborado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no âmbito do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), os preços do tomate registraram queda na maior parte das Centrais de Abastecimento (Ceasas) brasileiras em junho, refletindo o aumento da oferta no atacado. Na média ponderada dos preços, o produto ficou 15,85% mais barato no período, com valor médio de comercialização de R$ 5,59 por quilo. Além do tomate, melancia, laranja e maçã também apresentaram redução nas cotações médias na maioria das Ceasas pesquisadas. O levantamento acompanha os preços das cinco frutas (laranja, banana, mamão, maçã e melancia) e das cinco hortaliças (batata, cenoura, cebola, tomate e alface) com maior participação na comercialização das principais Ceasas do País e maior relevância no cálculo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A retração dos preços do tomate ocorreu em função da maior disponibilidade do produto, impulsionada pela intensificação da safra de inverno.
Apesar das temperaturas mais baixas e da maturação mais lenta, o aumento da oferta pressionou as cotações. A maior queda foi registrada na Ceasa de Recife (PE), com redução de 61,32% na média ponderada. Entre as hortaliças analisadas, a batata apresentou redução nas cotações em 6 das 11 Ceasas avaliadas, após trajetória de alta desde fevereiro. Apesar disso, a média ponderada nacional encerrou junho com avanço de 1,81%. As maiores quedas foram observadas em Goiânia (GO), com recuo de 12,53%; Curitiba (PR), -11,61%; Rio Branco (AC), -8%; Recife (PE), -6,29%; São Paulo (SP), -4,43%; e Belo Horizonte (MG), -2,42%. Os preços permaneceram praticamente estáveis em Campinas (SP), com alta de 0,32%, e Vitória (ES), com aumento de 0,75%. A redução das cotações da batata em parte das regiões está relacionada ao aumento da oferta proveniente das principais áreas produtoras. Para a cenoura, a média ponderada apresentou estabilidade em relação ao mês anterior, com crescimento de 0,83%.
O produto registrou queda em 5 Ceasas, com os maiores recuos em Rio Branco (AC), de 17,62%, e Vitória (ES), de 12,79%. A normalização das condições climáticas nas principais regiões produtoras favoreceu o desenvolvimento das lavouras, ampliando o ritmo de colheita e a disponibilidade do produto. A cebola manteve trajetória de valorização iniciada em março, com aumento de 8,46% na média ponderada. Embora o avanço tenha sido inferior ao registrado nos três meses anteriores, os preços permaneceram mais elevados em 10 Ceasas. Com o encerramento da safra na Região Sul, especialmente em Santa Catarina, principal fornecedora nacional, junho foi marcado pelo aumento da oferta proveniente de Minas Gerais e São Paulo. A alface, após dois meses consecutivos de queda, voltou a apresentar alta no atacado. A média ponderada dos preços aumentou 11,99%, com variações entre recuo de 64,78% em Recife (PE) e alta de 42,03% em Curitiba (PR). A redução da demanda típica do período e as temperaturas mais baixas, que diminuem o ritmo de crescimento da cultura, influenciaram o comportamento das cotações.
No segmento de frutas, a melancia voltou a registrar queda após três meses de valorização. Os preços médios no atacado recuaram 24,02% em junho, com redução em 9 Ceasas e queda de até 32% no Rio de Janeiro (RJ). O movimento foi influenciado pela menor demanda nos mercados consumidores das regiões Sul e Sudeste durante o período de inverno, quando as temperaturas mais baixas reduzem o consumo da fruta. A laranja apresentou redução de 13,20% na média ponderada dos preços. O produto ficou mais barato em 8 Ceasas, com destaque para a queda de 18,29% no Rio de Janeiro (RJ). Em São José (SC), houve alta de 3,99%. O cenário está relacionado à regularidade dos estoques de suco de laranja e à redução da demanda externa em comparação com anos anteriores, em razão de mudanças nos hábitos de consumo. As cotações da maçã mantiveram tendência de baixa, com recuo médio de 2,81%. A fruta apresentou queda em 9 Ceasas, com maiores reduções em Recife (PE), de 14,47%, e São José (SC), de 13,12%.
O aumento da oferta da variedade Fuji proveniente das regiões produtoras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina contribuiu para a redução dos preços nos entrepostos atacadistas. O mamão registrou queda de 1,56% na média ponderada dos preços, embora tenha apresentado alta em 7 Ceasas. As variações ficaram entre recuo de 43,15% em Fortaleza (CE) e aumento de 51,13% no Rio de Janeiro (RJ). A menor oferta da variedade Formosa em importantes regiões produtoras, como o norte do Espírito Santo e o sul da Bahia, devido ao calendário produtivo e às temperaturas mais baixas, atrasou o amadurecimento da fruta e influenciou as cotações. Entre as frutas pesquisadas, a banana foi a única a apresentar aumento na média ponderada dos preços, com alta de 2,10%. O produto ficou mais caro em 9 Centrais de Abastecimento, em função da redução da oferta provocada pelas menores temperaturas nos principais Estados produtores. Em Minas Gerais, principal fornecedor nacional, a disponibilidade caiu 11%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.