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26/Aug/2026

HF: movimentação dos preços no atacado em julho

De acordo com dados do 8º Boletim Hortigranjeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), elaborado no âmbito do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), os preços de comercialização da batata recuaram na maior parte dos entrepostos atacadistas monitorados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em julho. Na média ponderada, o tubérculo apresentou queda de 37,33%, com preço médio de comercialização de R$ 2,97 por Kg. Entre as hortaliças, tomate e cenoura também registraram redução na maioria das Centrais de Abastecimento (Ceasas). A média ponderada do tomate recuou 39%, enquanto a da cenoura caiu 29%. O levantamento considera as cinco frutas (laranja, banana, mamão, maçã e melancia) e as cinco hortaliças (batata, cenoura, cebola, tomate e alface) de maior representatividade na comercialização nas principais Ceasas do País e com maior relevância no cálculo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O volume total de hortaliças comercializado nas Ceasas em julho aumentou 11,1% em relação a junho. No mercado de batata, os preços apresentaram variações negativas em nove das Ceasas analisadas. As quedas mais expressivas ocorreram em Fortaleza/CE, de 48,68%, Vitória/ES, de 44,48%, e Recife/PE, de 43,52%. A redução das cotações está associada ao aumento da oferta decorrente da intensificação da safra de inverno. Os preços do tomate mantiveram em julho a trajetória de queda observada em junho, acompanhando o aumento da oferta da safra de inverno. As maiores reduções foram registradas em Vitória/ES, de 55,16%, Belo Horizonte/MG, de 46,14%, São Paulo/SP, de 43,29%, Curitiba/PR, de 41,32%, e Campinas/SP, de 41,30%. A oferta do produto atingiu em julho o maior nível do ano, ficando 19,3% acima do volume comercializado em junho.

As cotações da cenoura também recuaram após alta até abril e estabilidade em maio e junho. A queda ocorreu em razão do aumento da oferta nas Ceasas, que cresceu 9,6% em relação ao volume comercializado em junho. As maiores reduções foram observadas em Campinas/SP, de 38,37%, Belo Horizonte/MG, de 35,46%, Curitiba/PR, de 35,25%, e São Paulo/SP, de 34,83%. O movimento reflete a ampliação da oferta da safra de inverno nos principais Estados produtores. Na média ponderada, os preços da alface recuaram 2,18% em julho. As variações entre as Ceasas oscilaram de queda de 24,20% em Vitória/ES a alta de 43,39% no Rio de Janeiro/RJ. A oferta do produto nas Ceasas aumentou 14,1% ante junho. Apesar da intensificação da safra de inverno, as temperaturas mais baixas reduziram a demanda, influenciando as cotações.

A cebola foi a exceção entre as principais hortaliças avaliadas, com alta de 1,73% na média ponderada. As variações oscilaram entre queda de 14,71% em São José/SC e alta de 11,99% em Recife/PE. Julho foi marcado por aumento da oferta e elevação dos preços, embora em intensidade inferior à registrada nos meses anteriores e a menor desde março. Os preços da maçã mantiveram trajetória de queda em julho, com redução de 6,84% na média ponderada. A fruta ficou mais barata em oito Ceasas pesquisadas, com alta apenas em Fortaleza/CE, de 1,33%. Condições climáticas favoráveis à produtividade contribuíram para o comportamento das cotações nos entrepostos atacadistas, em um período também marcado pelo aumento da comercialização. Os preços da laranja recuaram 3,51% na média ponderada de julho. Com o início da safra 2026/27, a oferta da fruta nos entrepostos atacadistas aumentou, provocando redução dos preços em sete Ceasas.

As variações oscilaram entre queda de 13,90% no Rio de Janeiro/RJ e alta de 33% em Rio Branco/AC. As cotações da banana recuaram 5,06% na média ponderada em julho, apesar de terem aumentado em seis entrepostos incluídos na pesquisa. A maior queda ocorreu no Rio de Janeiro/RJ, de 25,70%, enquanto a maior alta foi registrada em Rio Branco, de 10,60%. O volume comercializado da fruta aumentou 5,7% na média das centrais de abastecimento. Mamão e melancia apresentaram alta dos preços em julho, com aumentos de 17,75% e 29,65%, respectivamente, na média ponderada. O movimento esteve associado à redução da oferta das duas frutas. No caso do mamão, principalmente da variedade formosa, houve diminuição da colheita em importantes regiões produtoras, como o sul da Bahia e o norte de Minas Gerais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.