10/Nov/2025
A fabricante de máquinas CNH Industrial, dona de marcas como Case e New Holland, registrou lucro líquido de US$ 67 milhões (US$ 0,06 por ação) no terceiro trimestre deste ano, queda de 78,4% ante igual período do ano passado, quando o lucro foi de US$ 310 milhões (US$ 0,24 por ação). Em termos ajustados, o lucro passou de US$ 0,24 para US$ 0,08 por ação. A receita diminuiu 5,5% em relação ao terceiro trimestre de 2024, de US$ 4,654 bilhões para US$ 4,399 bilhões. As vendas de equipamentos agrícolas da CNH recuaram 10,5% no trimestre, para US$ 2,963 bilhões. Segundo a empresa, o desempenho refletiu menores volumes de embarques devido à queda da demanda do setor na América do Norte e ao processo de redução de estoques ao longo da cadeia.
Esses fatores foram parcialmente compensados por preços favoráveis e pela melhora da demanda nos mercados da Europa Oriental, Oriente Médio e África. Na América do Norte, o volume do segmento agrícola no terceiro trimestre ficou estável em relação ao ano anterior para tratores abaixo de 140 HP e caiu 41% para tratores acima de 140 HP. Em colheitadeiras, o volume recuou 23%. Na Europa, Oriente Médio e África (EMEA), a demanda por tratores diminuiu 2%, enquanto a demanda por colheitadeiras aumentou 19%. Na América do Sul, a demanda por tratores caiu 4% e a demanda por colheitadeiras caiu 15%. Na região Ásia-Pacífico, a demanda por tratores subiu 19%, enquanto a demanda por colheitadeiras diminuiu 20%. Para 2025, a empresa reduziu sua estimativa de lucro ajustado para uma faixa de US$ 0,44 a US$ 0,50 por ação, de um intervalo de US$ 0,50 a US$ 0,70 por ação anteriormente.
A CNH também espera uma queda entre 11% e 13% na receita líquida do segmento agrícola. A CNH disse que produziu menos unidades em 2025 em comparação com 2024, com a menor demanda e o esforço para reduzir o excesso de estoque nos canais, o que afetou negativamente as margens. Além disso, uma mudança desfavorável no mix de vendas da América do Norte para a EMEA está pressionando as margens da divisão agrícola. A companhia destacou ainda que vem adotando medidas para mitigar o impacto da ampliação das tarifas sobre aço e alumínio nos Estados Unidos. "Com o tempo, a empresa espera neutralizar totalmente o efeito das tarifas com novos ajustes. Porém, no curto prazo, a companhia continua compartilhando o custo líquido das tarifas com seus clientes, o que também tem prejudicado as margens da CNH em 2025. Fonte: Broadcast Agro.