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28/Apr/2026

Máquinas: Case IH amplia a atuação em tecnologia

O diretor de marketing e comunicações para a América Latina da Case IH, Leandro Conde, afirmou que a empresa está ampliando sua atuação em tecnologia no campo, com a entrada no segmento de drones e o avanço do projeto Fazenda Conectada, criado em 2021. O executivo comentou que a Fazenda Conectada nasceu com o objetivo de demonstrar ao produtor que o investimento em conectividade e tecnologia gera retorno financeiro, especialmente em propriedades acima de 3 mil hectares. “A Fazenda Conectada virou um grande laboratório da nossa empresa. A gente valida várias tecnologias ali. Há tecnologias que foram a campo e outras não”, afirmou. Na última safra, os resultados foram impulsionados principalmente pelo monitoramento remoto das máquinas. Com o manejo à distância, a produtividade aumentou em 25% na média de hectares colhidos, permitindo reduzir em oito dias a janela de colheita e até eliminar a necessidade de mais uma colheitadeira na operação. Ou seja, pôde-se economizar uma colheitadeira na frota.

O ganho de eficiência também trouxe redução de custos e impactos ambientais. Segundo ele, o custo operacional da fazenda experimental caiu 7% na safra, gerando economia superior a R$ 1,5 milhão. Além disso, houve redução de 30% nas emissões de gases do efeito estufa por tonelada de soja colhida. Os dados, segundo a empresa, são respaldados pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Conde destacou ainda que a empresa considera superada a etapa inicial de adoção da conectividade e que hoje todas as máquinas saem de fábrica preparadas para conexão. “Nossas máquinas saem 100% conectadas, ou seja, passíveis de conectividade. Elas podem se conectar via wi-fi, 4G e até Starlink”, disse. A Case IH disse que investiu mais de R$ 100 milhões na fábrica de Curitiba (PR) nos últimos anos para ampliar a nacionalização de sua linha de produção e ganhar agilidade na entrega de máquinas ao produtor rural, afirmou o vice-presidente comercial do segmento de Agricultura da CNH Industrial para a América Latina, Paulo Arabian.

Segundo Arabian, a estratégia busca reduzir a dependência de importações e encurtar o tempo entre a fabricação e a chegada dos equipamentos ao cliente final. "Quando a gente nacionaliza a empresa, foge do hiato do tempo de importação externa, da logística e dos impostos de importação. Isso acelera nossa capacidade de reação e entrega para o cliente", disse. O executivo destacou que, além da redução de custos e prazos, a produção local fortalece a estrutura de pós-venda da companhia, com equipes treinadas e maior disponibilidade de peças. De acordo com ele, a centralização do fluxo de entrega de componentes melhora a manutenção das máquinas e aumenta a eficiência no atendimento ao produtor. Outro benefício apontado por Arabian é o acesso facilitado às linhas de financiamento, especialmente por meio do Finame, programa de crédito voltado à aquisição de máquinas e equipamentos nacionais. "Outra facilidade é o financiamento, poder acessar linhas do Finame. É um ganha-ganha", afirmou. Fonte: Broadcast Agro.