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29/Apr/2026

Máquinas: Valtra espera manter vendas em 2026

Mesmo diante da previsão de retração de até 5% nas vendas de máquinas agrícolas no mercado brasileiro em 2026, a Valtra espera manter o mesmo volume comercializado no ano passado, apostando no reforço do portfólio, em novos lançamentos e na ampliação da oferta de crédito ao produtor rural. A avaliação é do vice-presidente da Fendt e Valtra e gerente-geral da AGCO América Latina, Marcelo Traldi. Segundo ele, embora a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) projete uma estabilidade a queda de até 5% nas vendas do setor neste ano e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), retração de até 8%, a estratégia da companhia é sustentar os volumes de 2025. "Para nós, consideramos repetir o volume em 2026 que usamos em 2025. Pretendemos manter os mesmos volumes, principalmente pelos lançamentos, pelas soluções que temos trazido e pela integração do portfólio", afirmou.

De acordo com Traldi, o mercado ainda enfrenta um ambiente desafiador, especialmente por causa das condições econômicas, como juros elevados, restrições de crédito e maior cautela do produtor rural na tomada de decisão para renovação de frota. Apesar disso, ele destacou que os fundamentos do campo permanecem positivos, com uma supersafra e cenário agronômico favorável, o que sustenta a demanda estrutural por máquinas. "A parte agronômica está preservada. Tivemos uma supersafra e, quando se olha para o cenário agronômico, as bases estão preservadas. Tudo isso sempre incentiva e traz a máquina de volta", disse. Segundo o executivo, a Valtra também percebe uma mudança no perfil de demanda, com maior procura por tratores de baixa e média potência, voltados ao produtor de menor porte e à agricultura familiar. Um dos lançamentos apresentados pela marca na feira está justamente nesse segmento, com modelos entre 100 e 145 cavalos. "A gente percebe essa mudança de mix e foi um dos nossos lançamentos na feira. Investimos e trouxemos a adição de tecnologia que temos de mais moderno nos grandes produtos para entregar ao produtor também nessa faixa de potência", afirmou.

Outro ponto destacado por Traldi foi o crescimento do consórcio como alternativa de financiamento. Segundo ele, a modalidade ganhou força em 2025 e deve continuar avançando neste ano, principalmente entre produtores menores que buscam crédito mais acessível. "O consórcio cresceu muito para a gente no ano passado e temos expectativa de voltar a crescer. Muitas vezes, o produtor menor opta por essa modalidade", disse. Sobre a recuperação mais ampla do mercado, o executivo afirmou que os sinais devem começar a aparecer no segundo semestre deste ano, impulsionados pelo bom desempenho da primeira safra e pelo avanço da segunda safra dentro de uma janela favorável de plantio. A expectativa mais consistente, porém, é para 2027. "Oficialmente, consideramos que em 2027 estaremos navegando em um mercado minimamente igual ou melhor do que o de 2025, porque 2026 ainda está causando uma pequena redução", concluiu. Fonte: Broadcast Agro.