12/May/2026
O governo federal pretende incluir 300 mil famílias no programa nacional de reforma agrária Terra da Gente até o fim de 2026, segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). 230 mil famílias já foram incluídas no programa, e a expectativa do governo é superar a meta inicialmente estabelecida diante do avanço das ações de acesso à terra e regularização fundiária. A estratégia do governo envolve diferentes mecanismos de obtenção de áreas, incluindo desapropriações, compra de terras em leilões, adjudicação de imóveis rurais e negociações diretas. Entre as iniciativas previstas para maio está a inclusão de mais 10 mil famílias por meio da desapropriação de usinas pertencentes ao Grupo João Santos, em Pernambuco.
O governo também prevê a entrega de áreas a 3 mil famílias nos municípios de Quedas do Iguaçu e Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, após décadas de negociações envolvendo a Araupel. A cerimônia de entrega deverá contar com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outra frente considerada prioritária pelo ministério é a ampliação da entrega de títulos rurais a produtores assentados. O programa também prevê concessão de crédito para instalação das famílias beneficiadas e assistência técnica especializada. Segundo o MDA, nos últimos 30 dias foram assinados decretos de desapropriação para reforma agrária em Santa Quitéria (CE) e Americanas (SP).
No mesmo período, a Pasta liberou R$ 155 milhões em crédito para instalação de assentados em diferentes regiões do País e promoveu a entrega de 11 mil títulos de terra. O governo também informou avanços na regularização de territórios quilombolas. Dois decretos de desapropriação voltados a essas áreas foram assinados no último mês, e a atual gestão já alcançou 41% de todas as áreas quilombolas entregues historicamente no Brasil, com meta de atingir 50%. A retomada da destinação de áreas para reforma agrária integra os compromissos assumidos pelo governo federal desde a criação do programa Terra da Gente, em 2025. O programa enfrenta críticas da bancada ligada ao agronegócio, enquanto movimentos sociais pressionam por maior velocidade na distribuição de terras. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.