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13/May/2026

Minerais Críticos: BNDES vê demanda de R$ 50 bilhões

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) possui demanda estimada em R$ 50 bilhões em projetos relacionados à exploração e desenvolvimento de minerais críticos no Brasil. Segundo o banco, atualmente estão em análise 56 projetos ligados ao segmento, considerado estratégico para a transição energética, indústria tecnológica e segurança de cadeias globais de suprimento. O BNDES informou que vem estruturando programas específicos voltados ao setor mineral, com foco em financiamento, participação acionária e estímulo à expansão de pequenas e médias mineradoras. Dentro dessa estratégia, a instituição destacou parceria firmada com a Vale para criação de um fundo bilateral destinado ao apoio de projetos no segmento.

Os projetos estão sendo avaliados individualmente, incluindo operações de crédito e participação societária. A iniciativa busca ampliar a capacidade de investimento em minerais considerados estratégicos para setores como baterias, eletrificação, tecnologia e transição energética. Além do fundo estruturado com a Vale, o banco destacou a atuação conjunta com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que também direciona recursos para iniciativas ligadas a minerais críticos. A estratégia envolve integração de instrumentos financeiros voltados ao desenvolvimento tecnológico e industrial do setor. O BNDES também reforçou a ampliação de sua atuação em segmentos considerados estratégicos para a economia brasileira.

A instituição informou que vem expandindo operações de equity, com aquisição de participação societária em empresas e projetos de novos setores tecnológicos e industriais. Entre os segmentos priorizados estão minerais críticos, fertilizantes, mobilidade aérea avançada e inteligência artificial. O banco citou ainda investimentos relacionados ao projeto Eve, desenvolvido pela Embraer para o mercado de veículos elétricos de decolagem e pouso vertical. O movimento reforça a estratégia do BNDES de ampliar participação em cadeias produtivas consideradas prioritárias para a nova política industrial brasileira, com foco em inovação, agregação de valor e fortalecimento da competitividade internacional do País em setores ligados à transição energética e tecnológica. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.