13/May/2026
A Petrobras prevê necessidade de importação de diesel no segundo semestre de 2026, em razão do aumento sazonal da demanda associado à safra agrícola e das paradas programadas em refinarias no período. A companhia informou que o abastecimento doméstico segue regular, sem risco de desabastecimento no mercado interno. Segundo a estatal, o planejamento de abastecimento é revisado periodicamente com base em critérios operacionais, econômicos e no nível de produção das refinarias. A estratégia tem permitido atender plenamente o mercado nacional de diesel até o momento. A Petrobras indicou, contudo, que a combinação entre o aumento da demanda durante o pico logístico da safra agrícola e as manutenções programadas em unidades de refino deverá exigir importações adicionais de diesel já a partir de junho, com intensificação no segundo semestre.
A companhia ressaltou que não há restrições de oferta do combustível nem no mercado brasileiro nem no exterior, o que garante flexibilidade para suprir eventuais necessidades adicionais por meio de compras internacionais. No segmento operacional, a Petrobras informou que 2026 contará com número reduzido de paradas programadas em refinarias, fator que contribui para manter elevado o fator de utilização do parque de refino, acima de 100%, ampliando a produção doméstica de derivados. Ainda assim, estão previstas paralisações programadas na Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (SP), e na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná. Segundo a companhia, as intervenções foram planejadas para coincidir parcialmente com o período de maior sazonalidade da demanda por diesel no segundo semestre. O cenário reforça a forte correlação entre o consumo de diesel e o calendário agrícola brasileiro, especialmente durante o período de escoamento da produção de grãos, quando o transporte rodoviário amplia significativamente a demanda pelo combustível.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a subvenção do governo para produtores e importadores de diesel, oferecida desde 1º de abril, tem permitido à estatal importar o insumo sem prejuízo. Com a subvenção, o diesel produzido no País pode receber até R$ 1,12/litro de subsídio e o importado, até R$ 1,52/litro. Não há prejuízo arcado pela Petrobras em relação a qualquer tipo de ação para evitar a volatilidade do preço ao consumidor brasileiro. A Petrobras está tendo lucro, pretende continuar tendo lucro, pontuou. O programa de subsídios do governo federal existe justamente para que o Brasil não pague o custo da guerra. A política da companhia de não repassar volatilidade de preços internacionais para o mercado brasileiro é uma estratégia eficaz do ponto de vista financeiro. O programa de subvenção do governo contribui para estabilizar o mercado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.