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05/Jun/2026

Ferrovias: nova concessão da Malha Sul terá 3 lotes

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou a realização de audiência pública para discutir a nova concessão da Malha Sul, atualmente operada pela Rumo Malha Sul, cujo contrato vigente se encerra em 2027. O projeto contempla uma malha ferroviária de 4,2 mil quilômetros distribuída pelos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A modelagem foi organizada em três corredores ferroviários: Paraná-Santa Catarina, Rio Grande e Mercosul. Embora os trechos sejam divididos em três lotes distintos, a licitação ocorrerá em um único certame. O modelo prevê mecanismos de investimentos cruzados para garantir equilíbrio econômico-financeiro entre os corredores. O trecho Paraná-Santa Catarina, considerado o mais rentável da malha, deverá aportar R$ 1,47 bilhão ao Corredor Rio Grande e R$ 3,46 bilhões ao Corredor Mercosul.

Os estudos da concessão projetam investimentos de R$ 14,4 bilhões em CAPEX e despesas operacionais de R$ 38,6 bilhões em OPEX ao longo dos 30 anos de contrato. O Corredor Paraná-Santa Catarina possui aproximadamente 1,5 mil quilômetros de extensão e concentra cerca de 78% da carga atualmente movimentada pela Malha Sul, com destaque para grãos, açúcar, fertilizantes e celulose. O Corredor Rio Grande possui 880 quilômetros e responde por aproximadamente 16,6% da movimentação ferroviária da malha. O Corredor Mercosul, com cerca de 1,8 mil quilômetros, conecta o interior de São Paulo à fronteira com a Argentina e deverá receber parcela relevante dos recursos destinados à recuperação da infraestrutura ferroviária impactada por eventos climáticos no Rio Grande do Sul.

A audiência pública tem como objetivo receber contribuições da sociedade e dos agentes do setor para aprimoramento da modelagem antes da etapa de licitação. Após o encerramento da consulta pública, o projeto passará por consolidação técnica e seguirá para análise dos órgãos de controle competentes. A nova concessão busca ampliar a capacidade logística da região Sul, fortalecer corredores de exportação e aumentar a eficiência no transporte de cargas do agronegócio, especialmente grãos, fertilizantes, açúcar e produtos florestais. A estrutura de investimentos cruzados procura assegurar a sustentabilidade econômica de trechos com menor rentabilidade, preservando a integração logística entre os diferentes corredores ferroviários da região. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.