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09/Jun/2026

Fertilizantes: importação brasileira recua em 2026

As importações brasileiras de fertilizantes apresentam retração em 2026, refletindo o impacto do conflito no Oriente Médio sobre os preços internacionais e o comportamento dos compradores. O volume importado das principais matérias-primas utilizadas pelo País alcançou 14,6 milhões de toneladas no acumulado do ano, resultado 5% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. O recuo nas aquisições acompanha uma tendência observada também no mercado global. A elevação dos preços dos fertilizantes provocada pelas tensões geopolíticas alterou as relações de troca dos agricultores, reduzindo a atratividade das compras e estimulando uma postura mais cautelosa e seletiva por parte dos consumidores. Mesmo com a forte desvalorização da ureia nos últimos meses, o ritmo das aquisições no mercado brasileiro permaneceu limitado. Desde o pico registrado em meados de abril, as cotações da ureia acumularam queda de 32%, equivalente a uma redução superior a US$ 250,00 por tonelada.

Apesar desse movimento, a demanda doméstica não apresentou aceleração significativa. Em contrapartida, alguns fertilizantes registraram desempenho superior ao observado em 2025. As importações de sulfato de amônio (SAM) acumulam crescimento superior a 15% em relação ao ano anterior, enquanto as compras de superfosfato triplo (TSP) avançam 47% em 2026. O movimento reflete a busca dos importadores por alternativas que ofereçam melhor relação custo-benefício ou maior disponibilidade diante das restrições na oferta global de determinadas matérias-primas. O comportamento histórico do mercado indica que as compras de fertilizantes nitrogenados tendem a ganhar intensidade a partir de junho. Ao longo do segundo semestre, a expectativa é de avanço gradual das aquisições para recomposição dos estoques destinados à 2ª safra. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.