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10/Jun/2026

Ferrovias: integração entre Fiol-Fico reforça corredor

O Ministério dos Transportes prevê concluir até agosto de 2026 os trâmites para formalizar a transferência da Fiol 2 (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) para a Mota Engil. O processo encontra-se em estágio avançado de análise e deverá permitir o início das obras ainda neste ano. O pedido de autorização está em tramitação na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e envolve a participação de investidores internacionais. A operação poderá viabilizar mais de R$ 7 bilhões em investimentos, considerados estratégicos para a expansão da infraestrutura ferroviária e para a consolidação de um corredor logístico voltado ao escoamento da produção nacional. A Fiol 2 integra um dos principais projetos ferroviários estruturantes do País. A estratégia do governo é conectar esse trecho à Fico 2 (Ferrovia de Integração Centro-Oeste), criando um corredor ferroviário capaz de ligar importantes regiões produtoras de grãos do interior brasileiro aos terminais portuários do litoral da Bahia.

A ampliação da malha ferroviária busca fortalecer a competitividade logística do agronegócio, reduzindo custos de transporte e ampliando a capacidade de movimentação de cargas destinadas aos mercados interno e externo. Em relação à Fiol 1, primeiro trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, o cronograma contratual prevê conclusão até 2033, juntamente com a integração ao sistema portuário. Já a finalização completa do corredor ferroviário Leste-Oeste deverá ocorrer em horizonte mais longo, com expectativa de consolidação entre 2037 e 2038. Segundo o Ministério dos Transportes, o foco atual é garantir a contratação dos investimentos necessários e assegurar previsibilidade para a execução das obras, permitindo a continuidade dos projetos em campo ao longo dos próximos anos.

Além do transporte de cargas, o governo pretende ampliar gradualmente o aproveitamento da infraestrutura ferroviária para o transporte de passageiros. A estratégia prevê inicialmente a consolidação econômica dos corredores de carga e, posteriormente, a implementação de projetos voltados ao transporte regional, turístico e urbano. Entre as alternativas avaliadas estão operações compartilhadas da malha ferroviária, conceito conhecido como interoperabilidade, permitindo a utilização dos mesmos corredores para transporte de cargas e passageiros em horários distintos, além da integração com sistemas de Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) em áreas urbanas onde houver viabilidade operacional. A integração entre Fiol, Fico e os portos do litoral nordestino é considerada um dos principais projetos logísticos em desenvolvimento no País, com potencial para ampliar a eficiência do escoamento da produção agropecuária, mineral e industrial das Regiões Centro-Oeste e Nordeste. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.