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17/Jun/2026

Insumos: acordo EUA-Irã pode aliviar custos do Agro

O acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, anunciado recentemente e com assinatura formal prevista para o dia 19 de junho na Suíça, pode contribuir para a redução dos custos de dois dos principais insumos utilizados pelo agronegócio brasileiro: fertilizantes e óleo diesel. A normalização das condições logísticas e comerciais no Oriente Médio tende a aliviar pressões observadas nos mercados globais ao longo dos últimos meses. O conflito entre os dois países, iniciado em fevereiro, provocou o fechamento do Estreito de Ormuz, corredor estratégico para o transporte internacional de petróleo e fertilizantes produzidos na região do Golfo Pérsico.

A interrupção parcial do fluxo elevou os preços desses insumos em escala global durante quase quatro meses, aumentando custos para cadeias produtivas dependentes de importações. Com a perspectiva de retomada das operações marítimas na região, a expectativa é de melhora das condições de abastecimento e redução da pressão sobre os preços internacionais. O movimento é considerado relevante para o Brasil, que possui elevada dependência externa no fornecimento de fertilizantes. Durante o período de instabilidade, o governo brasileiro intensificou articulações internacionais voltadas à segurança do abastecimento.

Entre as iniciativas destacadas esteve o fortalecimento do diálogo com a China, um dos principais atores globais do setor de fertilizantes. O objetivo foi garantir oferta suficiente ao mercado brasileiro em meio às restrições logísticas observadas no comércio internacional. A dependência externa continua sendo um dos principais desafios estruturais do setor. Atualmente, o Brasil importa cerca de 91% dos fertilizantes consumidos internamente. Para reduzir essa vulnerabilidade, o governo tem priorizado a ampliação da produção nacional por meio da reativação de unidades industriais ligadas à Petrobras.

Segundo o cronograma apresentado pelo Ministério da Agricultura, as fábricas localizadas em Sergipe, Paraná e Bahia já estão em operação. A unidade de Mato Grosso do Sul deverá iniciar atividades até o final de 2026 ou no início de 2027. Com as quatro plantas em funcionamento, a capacidade nacional poderá atender aproximadamente 35% da demanda doméstica por ureia. A combinação entre a possível normalização das rotas marítimas internacionais e o avanço da produção interna de fertilizantes é vista como fator capaz de reduzir riscos de abastecimento e contribuir para maior previsibilidade de custos ao agronegócio brasileiro nos próximos anos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.