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18/Jun/2026

Frete Rodoviário: MP do frete preocupa indústria

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Lei 13.703/20218, que estabelece regras para o piso de contratação de frete rodoviário, pode elevar os custos da indústria brasileira em média 16,4%. O estudo foi realizado entre 1º e 13 de abril com 1.571 empresas industriais e aponta impactos mais intensos para pequenas e médias empresas, especialmente nas Regiões Norte e Nordeste. Nas pequenas e médias empresas do Nordeste, o aumento projetado dos custos de transporte pode alcançar 19%. Entre as grandes empresas, a elevação estimada é de 14%. A análise regional indica que as companhias nordestinas devem registrar o maior impacto médio, com aumento de 20,3% nos custos logísticos, seguidas pelas empresas da Região Norte, com alta de 17,2%.

A maior dependência do transporte rodoviário e a relevância das operações de frete de retorno nessas regiões ampliam os efeitos econômicos da política de pisos mínimos sobre a atividade industrial. A pesquisa mostra ainda que 94% das empresas que utilizam transporte rodoviário identificam impactos negativos decorrentes da política de frete mínimo. Entre elas, 64% classificam os efeitos como altos ou muito altos. Além disso, oito em cada dez empresas consideram que a metodologia adotada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para definição dos pisos mínimos está parcial ou totalmente desalinhada das condições operacionais do setor. Os efeitos mais significativos devem ocorrer em segmentos cuja logística representa parcela relevante dos custos de produção. A extração mineral e a indústria de produtos minerais não metálicos, que incluem fertilizantes, sal, gesso e cerâmica, podem registrar aumento médio próximo de 23% nos custos de transporte.

Também apresentam impactos acima da média nacional os setores de alimentos e de máquinas e equipamentos. A proposta amplia as preocupações da indústria ao reforçar os mecanismos de fiscalização e endurecer as penalidades aplicáveis ao descumprimento da tabela de fretes. Entre as empresas que declararam conhecer o conteúdo da medida provisória, 85% apontam a elevação dos custos de transporte como principal preocupação. Outros 57% mencionam perda de competitividade, enquanto 35% destacam riscos relacionados à insegurança jurídica. A CNI defende ajustes no texto durante a tramitação legislativa. A medida provisória inicia sua análise em comissão especial do Congresso Nacional antes de seguir para votação nas demais etapas do processo legislativo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.