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22/Jun/2026

Porto Sudeste investe para expandir as operações

O Porto Sudeste, terminal portuário privado localizado na Baía de Sepetiba, no Rio de Janeiro, iniciou um projeto de expansão voltado ao segmento de petróleo e gás, com investimentos de R$ 177 milhões. A iniciativa busca ampliar a capacidade operacional para movimentação de granéis líquidos e fortalecer a participação do terminal na logística associada ao crescimento da produção de petróleo na costa brasileira. O empreendimento prevê a construção de seis dolfins de amarração e dois dolfins de atracação, estruturas marítimas destinadas à atracação e fixação de embarcações. O projeto também inclui uma plataforma de apoio equipada com sala elétrica centralizada e sistema de combate a incêndio. Com a nova infraestrutura, a capacidade exclusiva para transferência de granéis líquidos será ampliada para 50 milhões de toneladas por ano. Esse volume será adicionado à capacidade já existente do terminal, também de 50 milhões de toneladas anuais, elevando significativamente o potencial operacional da unidade.

A expansão ocorre após o avanço das operações de transbordo de petróleo e derivados registrado a partir de 2022. No último ano, o Porto Sudeste realizou 19 operações envolvendo granéis líquidos, além da movimentação de minério de ferro, principal carga atualmente operada pelo terminal. A localização estratégica na Baía de Sepetiba é apontada como um dos principais diferenciais da operação. A proximidade com as áreas produtoras da província do pré-sal posiciona o terminal como alternativa logística para o escoamento da produção de petróleo, contribuindo para ampliar a capacidade da infraestrutura portuária nacional. O projeto tem como foco aumentar a eficiência das operações de Transbordo a Contrabordo (TCA), modalidade também conhecida como Double Banking, em que ocorre a transferência de carga entre embarcações. Segundo a empresa, a expansão poderá contribuir para reduzir gargalos logísticos associados ao transporte de petróleo, aproveitando condições operacionais favoráveis da Baía de Sepetiba, caracterizadas por águas protegidas e baixa variação de maré.

Atualmente, o terminal compartilha a utilização do píer para movimentação de granéis sólidos e líquidos. Com a implantação dos novos dolfins, haverá segregação das operações, permitindo que cada estrutura seja destinada a uma finalidade específica. A medida busca elevar os níveis de eficiência operacional, segurança e previsibilidade logística. A estratégia reforça a diversificação das atividades do Porto Sudeste, ampliando a participação no mercado de petróleo e derivados sem alterar a relevância do minério de ferro, que continuará sendo a principal carga movimentada pela instalação. O investimento também acompanha a expansão da infraestrutura portuária privada no País. Segundo a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), investimentos desse tipo contribuem para aumentar a eficiência logística nacional, além de gerar empregos, renda e arrecadação nas regiões onde os empreendimentos estão instalados. A ATP reúne 40 empresas responsáveis por 78 terminais portuários privados, que movimentam aproximadamente 60% da carga portuária brasileira e respondem pela geração de cerca de 74 mil empregos diretos e indiretos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.