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23/Jun/2026

Minerais Críticos: BNDES-Petrobras firmam acordo

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petrobras firmaram um protocolo de intenções voltado ao desenvolvimento de pesquisas, inovação e avaliação de oportunidades relacionadas aos minerais críticos e estratégicos. A iniciativa prevê cooperação técnica, compartilhamento de informações e análises sobre gargalos produtivos e tecnológicos nas cadeias desses minerais, considerados fundamentais para a transição energética e os processos de descarbonização da economia. O acordo busca identificar oportunidades para ampliar a geração de valor agregado no Brasil a partir da exploração, processamento e desenvolvimento industrial de minerais estratégicos. A iniciativa também poderá ser expandida futuramente por meio de parcerias com outras empresas ligadas ao setor mineral.

O Brasil ocupa posição de destaque no mercado global desses recursos. O País é o terceiro maior produtor mundial de alumina, possui a quarta maior reserva de estanho, a segunda maior reserva de grafite natural, está entre os cinco maiores produtores globais de lítio, além de deter a quarta maior reserva de manganês e a terceira maior reserva de níquel. Os minerais críticos vêm ganhando relevância crescente em razão de sua utilização na fabricação de baterias, veículos elétricos, sistemas de armazenamento de energia, equipamentos eletrônicos e tecnologias associadas à transição para uma economia de baixo carbono. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que a atuação conjunta da estatal com o BNDES se sustenta pelo foco comum de "trabalhar pelo benefício do Brasil" e que, nesse objetivo, o desejo da Petrobras é dominar o cenário de tecnologia no País, o que passa pela agenda de minerais críticos.

“Minerais críticos são indispensáveis para a eletrificação e queremos participar disso. No primeiro momento, nossa participação é com o Cenpes", afirmou a executiva. O Cenpes é um centro de pesquisas, desenvolvimento e inovação da Petrobras. Também foram ressaltadas as diferentes parcerias e recursos voltados para inovação, como o Fundo de Investimento em Participações nos setores de Transição Energética e Descarbonização (FIP Transição Energética), em parceria com o BNDES e a Finep, com capital-alvo de R$ 500 milhões, além do primeiro leilão do ProFloresta+, voltado à compra de créditos de carbono de alta integridade. "A Petrobras tem US$ 13 bilhões até 2030 para apoiar tecnologia limpa", acrescentou. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.