24/Jun/2026
Segundo a SLC Agrícola, o Brasil tende a ser pouco impactado pela recente alta dos fertilizantes nitrogenados na safra 2026/27, uma vez que parte relevante dos produtores conseguiu evitar compras no pico de preços. A ureia chegou a US$ 820,00 por tonelada durante a crise associada à guerra no Oriente Médio, mas recuou posteriormente para cerca de US$ 425,00 por tonelada, patamar próximo ao observado no ano anterior. O movimento de correção reduziu a pressão imediata sobre os custos de produção da próxima safra. A estratégia de postergação de compras foi considerada determinante para a menor exposição ao período de preços elevados. O cenário de impacto mais limitado no Brasil contrasta com a realidade de produtores do Hemisfério Norte e de regiões produtoras de trigo no Sul do País, que precisaram realizar compras em um momento de preços mais elevados, ampliando a exposição à volatilidade.
O fósforo passou por valorização associada tanto a fatores geopolíticos quanto a elementos estruturais de demanda, incluindo a maior utilização de enxofre em processos industriais ligados à cadeia de veículos elétricos, o que pode sustentar parte dos preços mesmo após a normalização de fatores conjunturais. Para o potássio, o impacto do cenário de conflito foi considerado mais limitado. No nitrogênio, a recente correção de preços abre espaço para novas aquisições em condições mais favoráveis para a próxima safra. A gestão de fertilizantes é uma ferramenta de controle de custos e mitigação de riscos climáticos. Ainda, eventos climáticos como o El Niño podem afetar o desempenho produtivo em determinadas regiões, reforçando a importância da flexibilidade operacional na gestão de insumos para preservação de margens e eficiência produtiva. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.